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Polícia

Criminosos atiram em taxista e provocam terror entre moradores

Pelo menos quatro bandidos armados causaram pânico em moradores do bairro Novo Valverde, em Cariacica, ao promoverem um tiroteio na rua Maria ...

2.100 solicitações de liberação de armas foram feitas à Polícia Federal no Espírito Santo de janeiro de 2017 a maio deste ano

Última atualização

Pelo menos quatro bandidos armados causaram pânico em moradores do bairro Novo Valverde, em Cariacica, ao promoverem um tiroteio na rua Maria Matilde, às 23 horas de domingo. De acordo com a Polícia Militar, o alvo dos disparos seria um taxista de 48 anos, que estava no bairro para fazer uma corrida. Pelo menos oito pessoas estavam na rua no momento do crime.

Segundo a PM, o taxista foi fechado por um veículo preto no momento em que chegava à esquina da Rua Maria Matilde. Quatro criminosos armados desceram do carro e sem dizer uma palavra, efetuaram mais de dez tiros no carro em que a vítima conduzia. O taxista foi atingido por um disparo na mão direita. Posteriormente foi socorrido por populares ao Pronto Atendimento (PA), de Alta Laje.

Uma auxiliar de serviços gerais, de 34 anos, que estava sentada com o marido e o filho de um ano e quatro meses, na calçada de casa, no momento dos tiros, contou que o taxista teria passado na rua perguntando sobre um ponto de referência que recebeu de um cliente.

“Perguntou sobre um bar, mas ninguém conhecia. Ele seguiu até o final da rua, onde fez o retorno e voltou. Quando ele chegou à esquina da rua, eu só vi um carro preto e ouvir barulho de tiros. Quem estava na rua, saiu correndo para suas casas. Foi tudo muito rápido. Assim que eu coloquei os pés para dentro de casa, um tiro pegou no meu muro. Poderia ter pegado no meu bebê ou até mesmo em mim”, contou.

No momento dos disparos, o desespero tomou conta dos moradores que estavam na rua. “Eu larguei tudo para trás. Meu carrinho de lanche, meu material de trabalho… tudo! Na hora que gritou que era tiro, eu só pensei em correr para minha casa”, disse uma aposentada de 72 anos, que estava vendendo lanches na porta de sua residência no momento do crime. Ela não será identificada por medo de represálias.

Cerca de quatro casas foram atingidas pelos disparos. O taxista recebeu alta no mesmo dia do crime e passa bem. A perícia da polícia civil esteve no local e até o fechamento desta matéria, ninguém havia sido preso.

Para os moradores o que fica, além do trauma, é a gratidão por ainda estar vivo. “ Já chorei muito hoje(ontem), quando eu lembrava dos tiros. Mas pensei bastante e sei que tive um livramento de Deus. Agradeço muito a ele por isso”, disse a aposentada de 72 anos.

“Só pensei em salvar a vida do meu filho”, diz moradora. Segurando o filho nos braços e com um semblante de medo, a auxiliar de serviços gerais, de 34 anos, que estava sentada na calçada de casa, no momento que ouviu os disparos direcionados ao taxista, contou à Reportagem de A Tribuna na tarde de ontem, que só pensou em salvar a vida do filho, uma criança de um ano e quatro meses, que estava nos braços dela, no momento dos tiros.

A Tribuna- Lembra como tudo aconteceu?
Eu estava na calçada de casa, sentada com meu marido, meu bebê de um ano e dois meses e duas amigas. Uma mulher que vende lanches, também estava na calçada. Um taxista passou e pediu informações, nós passamos para ele, mas eu acredito que como ele não encontrou o endereço do cliente, ele fez o retorno e decidiu ir embora, porque ele passou por nós novamente. Quando chegou na esquina da rua, eu só ouvi os tiros.

A Tribuna- E o que você e as pessoas fizeram?
Todo mundo que estava na rua, saiu correndo. Cada um para suas casas. Meu marido me puxou e eu agarrei no meu filho e entrei em casa. Foi só eu colocar os pés para dentro de casa, que um tiro logo acertou meu muro.

A Tribuna- O que passou pela sua cabeça nesse momento?
Eu só pensei em salvar meu filho. Meu desespero é era por ele. Foram muitos tiros. Se eu demoro a entrar em casa, não sei se ele estaria comigo ou se eu mesma estaria viva.

A Tribuna- Depois que os tiros pararam o que você fez?
Eu fiquei preocupada com as outras pessoas que estavam na rua, então, eu decidir voltar lá na rua para ver como essa pessoa estava.

O que você viu quando voltou para a rua?
Uma aglomeração de pessoas. Dois taxistas, amigos do taxista baleado socorrendo ele, um carro da PM e um do SAMU.

Depois desse acontecimento, pretende mudar algo na rotina de sua família?
Com certeza. Infelizmente não poderemos mais sentar a noite na nossa própria calçada. Vamos evitar ao máximo. Se pelo menos, a PM passasse mais vezes por aqui. Só eu e as pessoas que estavam sentadas na rua na hora dos tiros, sabemos o que passamos.

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