
Investigadores da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), foram acionados para atender a ocorrência por volta de 21 horas. Moradores da região afirmaram que a residência funciona no local há cerca de um ano, mas o espaço – que é mantido pelo governo do Estado através de uma empresa terceirizada – não está recebendo a atenção adequada. Eles afirmaram que os internos ingerem bebidas alcoólicas e, muitas vezes, ficam agressivos.
“Eles podem sair e entrar a hora que quiserem, não ficam trancados na residência. Aí mistura com remédio e acabam surtando. Ontem (segunda-feira) o interno que agrediu a cuidadora tinha bebido. Quando ele chegou, ela falou que ia dar o fumo para ele poder dormir. Mas ele já foi com uma garrafa para cima dela”, revelou uma salgadeira, 52 anos, que pediu para não ser identificada.
O interno quebrou a garrafa na cabeça da cuidadora e ela caiu. Em seguida, segundo testemunhas, ele desferiu golpes na vítima, usando pedaços de vidro. Garotos que jogavam bola na rua viram a cena e entraram na residência. Eles conseguiram retirar a vítima do local. O interno tentou fugir, foi detido por moradores da região.
A vítima ficou lesionada na cabeça, nos braços e nas pernas. Ela foi socorrida e levada para o Hospital São Lucas, em Vitória. Já o interno, foi levado para a 1ª Delegacia Regional de Vitória. Ele foi liberado e voltou para a residência terapêutica na manhã de ontem. Moradores da região ficaram assustados com a cena de violência.
“Eu ajudo os internos sempre que posso, mas é muita perturbação. Ninguém controla direito a residência. Se fosse um lugar tranquilo, não teria problema nenhum. Mas sempre acontecem brigas, problemas. E ele já tentou fazer isso com outras pessoas também. A gente não tem sossego, não consigo mais nem dormir”, disse a salgadeira.