
A defesa do investigador afastado da Polícia Civil Hilário Antônio Fiorot Frasson, 44 anos, entrou com um pedido de habeas corpus para o cliente, para tirá-lo da prisão. Ele é acusado de ser um dos mandantes da morte da mulher, a médica Milena Tonini Gottardi, 38.
O crime aconteceu no dia 14 de setembro, no estacionamento do Hospital das Clínicas, em Vitória. A médica foi baleada enquanto andava até o carro dela. Ela foi levada a um hospital particular, mas morreu no dia seguinte.
Segundo o site do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo (TJ-ES), os autos do pedido foram nessa quarta-feira (29) para a Segunda Câmara Criminal.
Eles seguiram para o gabinete do desembargador Fernando Zardini Antônio, que está sendo substituído pelo juiz Júlio César Costa de Oliveira, que decidirá pela soltura ou não do réu.
A reportagem entrou em contato com o gabinete, que informou que o pedido de habeas corpus para o policial civil não entrou na pauta de julgamento da Segunda Câmara Criminal na tarde dessa quarta. No entanto, o pedido pode ser apreciado na sessão desta quinta-feira (30).
Procurada, a defesa do policial preferiu não se manifestar sobre o assunto.
Seis réus são citados na ação de júri popular sobre o assassinato da médica Milena Gottardi. Além de Hilário, que segue preso na Penitenciária de Segurança Média I (PSME I) em cela isolada dos demais presos, por decisão da Justiça, o pai do policial, Esperidião Frasson, 71, é acusado de ser um dos mandantes do crime.
Já Valcir da Silva Dias e Hermenegildo Palauro Filho são apontados como intermediários, responsáveis por contratar o executor confesso da médica, Dionathas Alves Vieira. Bruno Broetto Rodrigues, por sua vez, recebe a acusação de cúmplice, por ter conseguido a moto usada pelo acusado da execução no dia do assassinato.