
A defesa de Roger Abdelmassih, médico condenado a 278 anos de prisão por 48 estupros a 37 mulheres, fez um pedido de indulto humanitário para que ele deixe a prisão. A informação foi revelada nesse domingo (16), por um programa de TV. O argumento da defesa é o de que ele estaria muito doente e deveria receber o tratamento em casa.
Abdelmassih está preso na penitenciária de Tremembé (SP), onde divide a cela com outros presos com problemas de saúde. A legislação determina que o benefício do indulto humanitário pode ser concedido a detentos condenados com doenças graves e permanentes que exijam cuidados fora do estabelecimento penal.
Segundo o programa, o pedido da defesa do médico afirma que ele tem problemas no coração, que teriam se agravado em 2015. Neste ano, ele passou por quatro consultas médicas dentro da prisão.
O promotor Luiz Marcelo Negrini Mattos afirmou que existem detentos no sistema penitenciário que apresentam doenças muito mais graves e que são tratados dentro de prisões. Mesmo se o quadro de Abdelmassih demandar cuidados especiais, o promotor disse que ele deveria ser transferido para um hospital penitenciário, e não para a prisão domiciliar.
A juíza responsável pelo caso acolheu um pedido do Ministério Público, que solicitou que Abdelmassih seja avaliado por médicos indicados pela própria Justiça.