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Delegado sobre supostos sequestros de crianças: “Informações falsas geram pânico”

Após uma série de denúncias de moradores de diversos bairros da Grande Vitória, de que crianças estariam sofrendo tentativas de sequestro por ...

O delegado Érico Mangaravite fez um apelo para que pessoas que possuírem informações ou forem vítimas de ataques, que compareçam na delegacia

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O delegado Érico Mangaravite fez um apelo para que pessoas que possuírem informações ou forem vítimas de ataques, que compareçam na delegacia (Foto: Fábio Nunes / AT)

Após uma série de denúncias de moradores de diversos bairros da Grande Vitória, de que crianças estariam sofrendo tentativas de sequestro por criminosos em um carro preto, a Polícia Civil informou, na manhã desta quarta-feira (03), que está investigando cinco casos de ataques. Todos eles aconteceram na região de São Pedro, em Vitória, mas nenhuma criança chegou a ser sequestrada.

De acordo com o titular da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), delegado Érico de Almeida Mangaravite, as investigações estão sendo feitas desde que as informações dos supostos ataques começaram a circular. Inicialmente os casos se concentravam somente em Vitória e depois começaram a aparecer relatos semelhantes em outros municípios.

“A delegacia passou a fazer um trabalho de verificação dessas informações, por meio de redes sociais, por recebimento de mensagens em aplicativos, e fomos efetivamente atrás das pessoas que estariam veiculando essas mensagens. Depois de um trabalho de filtragem nós chegamos a cinco situações suspeitas, em que pode ter ocorrido a tentativa de abordagem de crianças”, disse o delegado.

O delegado destacou que essas tentativas não resultaram em uma situação mais grave. “São situações em que crianças foram abordadas por indivíduos, foram convidadas, por exemplo, para entrar em um carro. A criança, felizmente, já tinha sido orientada pelos pais em casa a não aceitar esse tipo de convite e não houve um desdobramento mais grave”, explicou Mangaravite.

O delegado ainda afirmou que descartou diversos boatos que estavam circulando nas redes sociais. “São casos que não ocorreram, reprodução de relatos falsos que já circularam em outros estados. É uma situação preocupante porque a circulação desses boatos prejudica o trabalho da polícia, cria um clima de pânico entre as pessoas. A divulgação de relatos falsos pode configurar crime”.

Origem das notícias

Outra orientação que o delegado repassou é que as pessoas evitem compartilhar notícias que não tenham uma origem confiável. “A polícia perde tempo investigando situações que não ocorreram, além de gerar um sentimento de pânico nas pessoas. Informações confiáveis são aquelas divulgadas pela polícia ou nos veículos de imprensa, conhecidos pelo grande público”, disse.

O delegado ainda destacou sobre o perigo das falsas notícias. “Infelizmente sabemos que em outras situações, que ocorreram em outros estados, pessoas foram até linchadas ou sofreram tentativas de linchamento por conta disso. E, por conta do clima de pânico que é instalado, as crianças ouvem esses relatos e podem fantasiar com alguma situação”.

Investigações

Atualmente a polícia apura cinco casos, mas o delegado afirmou que toda informação que chegar até a delegacia, será investigada. O delegado relatou que foram colhidos detalhes com as vítimas e testemunhas e que a polícia trabalha com a elaboração de um retrato falado.

Qualquer denúncia pode ser feita de forma anônima, através do número 181. O sigilo é garantido.

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