
O exame de DNA ficou pronto na última quarta-feira. A cozinheira Dilma Nascimento Ferreira, 46, conversou com a repórter Taís de Hollanda na tarde de hoje e disse que o filho não costumava aceitar corridas para aquela região. Adeilson foi morto com uma facada no tórax.
“Não sei o que ele estava fazendo lá (em Vila Prudêncio), pois ele tinha dito para mim ‘mãe, Serra, Cariacica e Terra Vermelha não faço corrida à noite. Não sei se foi durante uma corrida que levaram ele de Vila Velha para lá. Pode ser assalto, pode ser vingança. Sei que está muito comum assalto de motorista da Uber com faca”, disse a mãe.
No dia que o filho saiu para trabalhar, a mãe contou que ele lhe deu um beijo e disse: “mãe, estou indo trabalhar para fazer um dinheiro da prestação do carro”. E afirmou que não demoraria.
Adeilson Ferreira Santa Bárbara tinha dois empregos antes de iniciar as atividades como motorista de aplicativo. Atuava na construção civil pela manhã e, de noite, em um bar. Ele teria pedido à mãe para financiar um carro para ele trabalhar como Uber.
“Dei R$ 3 mil de entrada e pagamos duas parcelas de R$ 587. Agora o banco liga cobrando, já expliquei a situação. No meu ver, tem que fazer esse monstro que matou meu filho pagar toda a dívida, e não eu”, ressaltou a cozinheira.
Dilma Nascimento Ferreira acredita que sua vida está destruída. “Meu único filho. Ele me ajudava muito. Era o meu tudo. Minha esperança acabou na quarta-feira. Ainda tinha um fiapinho de esperança. Agora só acredito na justiça de Deus”, frisou a mãe.
Por fim, Dilma contou que Adeilson deixou uma filha de 3 anos, que fará quatro no dia 25 desse mês, e a criança sente muita falta do pai. “Ela vive dizendo: estou com saudades do papai (choro). Eu não sei o que vou fazer da minha vida”, encerrou.
O corpo do motorista de aplicativo foi enterrado ontem. A noiva de Adeilson, Jéssica Lima, postou várias mensagens em uma rede social lamentando a morte do companheiro.


