
De acordo com a polícia, em abril a vítima consertou a motocicleta do traficante, de 27 anos, que não teve o nome divulgado. Na ocasião, o serviço saiu por R$ 700: metade ficou para o mecânico, e a outra para o sócio dele.
“A vítima consumiu esses R$ 350 em pedras de crack. Depois, comprou mais R$ 400 da droga mas não teve como pagar, então contraiu essa dívida com o traficante”, explicou Rodrigo Sandi Mori, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Serra.
Há duas semanas, o traficante vinha ameaçando a vítima para que ela pagasse a dívida. No dia do crime, ao meio-dia, o suspeito fez um ultimato: ou o mecânico conseguia o dinheiro até as 18h, ou ele iria morrer.
“Com a pandemia, o movimento na oficina estava baixo. Nesse dia, a vítima fez uns bicos e conseguiu R$ 50”, afirmou Sandi Mori. Enquanto trabalhava, a namorada do traficante, uma adolescente de 15 anos, ficou monitorando Idalício, até a hora que ele saiu da oficina.
Assim que deixou o local, ele foi abordado pelo casal. “O criminoso perguntou se ele tinha conseguido o dinheiro, e a vítima falou dos R$ 50. Quando foi tirar o valor do bolso, ele foi baleado”, declarou o delegado.
Três dias após o crime, o suspeito foi preso em casa, no mesmo bairro, após uma campana da polícia. No local, foram encontradas pedras de crack, dinheiro e celulares. Por isso, ele foi autuado em flagrante por tráfico e vai responder pelo homicídio de Idalício. O bandido também está sendo investigado por outra morte no bairro.