
Os dois estavam presos no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Marataízes desde o dia do acidente e continuarão respondendo, em liberdade, pelo crime de homicídio culposo e lesão corporal grave culposa, quando não há intenção.
A professora Miriam de Oliveira, 38, estava ao lado da filha, a estudante Maria Alice Poubel, de 8 anos, em um brinquedo conhecido por Surf, na área do parque, na Praia de Itaipava, em Itapemirim, quando o equipamento começou a se movimentar em alta velocidade.
A menina foi lançada no ar e caiu no chão, sofrendo traumatismo craneano. Ela está internada na unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital Infantil, em Cachoeiro de Itapemirim. A mãe também caiu, porém foi atingida pelo equipamento e morreu na hora. Miriam foi sepultada na segunda.
Ontem, os médicos começaram a reduzir os medicamentos que mantém a menina em coma induzido.
Segundo o pai, o auxiliar administrativo Douglas Augusto de Oliveira Poubel, 39, que acompanha a filha no hospital, ela está bem, porém foi mantida sedada desde o dia do acidente para facilitar o processo de recuperação, uma vez que em função da queda formou-se um coágulo em seu cérebro.
A família é de Viana e estava passeando em Itaipava. O pai não subiu no brinquedo e presenciou, do chão, o acidente com a mulher e a filha. O parque é da cidade de Juiz de Fora-MG e continua interditado pela Defesa Civil, enquanto aguarda nova perícia.
O delegado de Itapemirim, Djalma Pereira Lemos, informou que apesar de apresentar laudo do Corpo de Bombeiros, o parque não possuía alvará da Polícia Civil, documento que, segundo ele, é obrigatório para parques, circos e shows.