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“É um covarde”, afirma mãe que flagrou policial se masturbando em praça

“Consegui agir com muita frieza para comprovar o que aconteceu”. É como resumiu uma estudante de Direito de 32 anos que flagrou um policial se ...

Ação foi gravada por celular de mulher que passava pelo local e registrou Boletim de Ocorrência

Última atualização

Policial militar deixou o vidro aberto e chamou atenção para ato obsceno (Foto: Divulgação/WhatsApp)

“Consegui agir com muita frieza para comprovar o que aconteceu”. É como resumiu uma estudante de Direito de 32 anos que flagrou um policial se masturbando com os vidros do carro abertos na frente de uma escola, tirou fotos e ainda registrou a placa do veículo antes que ele fugisse. Ela tinha ido ao local buscar o filho de 15 anos.

O caso aconteceu na praça em frente à igreja católica do bairro Jardim Camburi. No local, centenas de crianças e adolescentes passam diariamente, principalmente no horário de entrada e saída das escolas.

A coragem da universitária em denuciar o caso deu resultado. O homem foi identificado como um policial militar, que foi afastado de suas funções e irá responder a um processo administrativo. 

Ação foi  gravada por celular de mulher que passava pelo local e registrou Boletim de Ocorrência (Foto: Beto Morais/AT)

Confira abaixo a entrevista da Universitária ao Jornal A Tribuna:

A Tribuna – O que houve?
Universitária – Cheguei mais cedo para buscar meu filho. Estacionei e como minha operadora estava com problemas, saí do carro para aproveitar o wi-fi da pracinha. O carro dele estava estacionado perto do meu. Ele se aproximou e perguntou se eu estava conseguindo fazer ligações.
Disse para ele que achava que a operadora estava com problemas. Ele abriu a porta do carro, entrou e perguntou se eu trabalhava perto. Continuei a mexer no celular.

E daí por diante?
Ele arranhou a garganta, fez um som para chamar minha atenção. Não levantei a cabeça, só levantei os olhos. Quando vi, ele já estava com o órgão para fora, fazendo gestos obscenos. As janelas estavam abertas. Fingi que não vi, tirei fotos sem ele notar.

Porque a ideia das fotos?
Ali é um ponto estratégico para ele. Passa adolescente, criança e era horário de troca de turno. Ele estava muito à vontade. E estranhei ao mesmo tempo porque tem dois postos policiais ali perto.
Não gritei porque ele poderia vestir a roupa e pronto. Ia ficar a minha palavra contra a dele. Pensei: Será que é uma criança que está passando por uma situação dessas e não quer falar? Também que poderia estar com arma. Ele arrancou com o carro quando atravessei e tirei foto da placa.
Perguntei a vigias da escola e um deles disse que já tinha visto aquele homem por ali.

Sabendo que ele é um militar, qual é o sentimento?
A gente se revolta mais ainda. É uma pessoa que fez um juramento de proteger a sociedade e não causar aquele constrangimento que ele me causou.
Talvez ele se beneficiasse disso para intimidar as pessoas. Se ele está tão confortável comigo, que sou adulta, imagina com uma criança? Se fosse uma criança ele poderia ter feito algo pior, chamaria ela.

Como o classificaria?
Covarde. Não acredito que ele sinta prazer em só ficar em frente da escola não. Sou mãe, não podia me calar. As penas para esse crime tinham de ser mais rígidas. Ele me intimidou, mas eu gravei. Espero que ele tenha o que mereça.


Esclarecimento do Jornal A Tribuna

O nome do policial militar não está sendo divulgado pois os processos relacionados a crimes contra a dignidade sexual, segundo o delegado do caso Márcio Braga, correm em segredo de Justiça.

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