
A Tribuna – Como tudo aconteceu?
Maria Nazaré – Terminamos de fazer as marmitas e eu fui ao supermercado junto com meu marido e ela, fazer compras para hoje (ontem). Quando a gente já estava dentro do supermercado, entraram dois vagabundos que não possuem sentimento algum.
Alguém reagiu?
Não tinha como reagir. Se ele (ladrão) quisesse, teria matado todo mundo. Ele colocou todo mundo perto do açougue e, no final, ainda deu um tiro, que atingiu a Ketelin.
Ela passou mal antes do tiro?
Sim. Ela ficou tonta e até pediu a outro cliente que a segurasse, porque ela estava se sentindo mal. Foi nesse momento que o criminoso disparou o tiro que matou a minha afilhada.
Como a Ketelin era?
Era uma excelente menina. Adorava dançar e sonhava ser modelo. Eu a tenho como uma filha.
Ela tinha três irmão mais novos e cuidava de todos eles enquanto a mão trabalhava. Ela era uma menina de ouro. A mãe dela está desesperada.
O que houve com os criminosos?
Eles fugiram. Estão soltos. Nós queremos justiça. Vamos cobrar das autoridades a prisão deles. Esses vagabundos agiram com covardia e têm que ficar presos.