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Polícia

Elize é condenada a quase 20 anos de prisão pela morte do marido

Elize Matsunaga aguardando o início do julgamento. Foto: Reprodução Elize Matsunaga foi condenada a 19 anos, 11 meses e um dia de prisão em regime ...

Última atualização

Elize Matsunaga no julgamento Elize Matsunaga aguardando o início do julgamento. Foto: Reprodução

Elize Matsunaga foi condenada a 19 anos, 11 meses e um dia de prisão em regime fechado pelo homicídio de seu marido, o empresário Marcos Kitano Matsunaga, executivo da Yoki, além da destruição e ocultação de cadáver.

A sentença terminou de ser lida às 2h08 desta segunda-feira (5), no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo. Os advogados de defesa disseram que vão recorrer da sentença.

Elize Matsunaga e Marcos Kitano Matsunaga Elize Matsunaga foi condenada pelo assassinato do marido, Marcos Kitano Matsunaga. Foto: Reprodução

O Conselho de Sentença entendeu que o recurso que impossibilitou a defesa da vítima foi a única qualificadora aceita e, assim, os jurados derrubaram as de motivo torpe e meio cruel. Na interpretação do júri (formado por quatro mulheres e três homens) – que coincide com a tese da defesa –, o crime não foi cometido nem por vingança nem por dinheiro. Para eles, também não ficou provado que Marcos estava vivo quando foi esquartejado.

Os sete dias do julgamento foram marcados por discussões e trocas de desaforos entre acusação e defesa no plenário. Várias vezes, os comentários atravessados arrancaram risadas da plateia, composta principalmente por estudantes de Direito. Em algumas ocasiões, o juiz Adilson Paukoski, que presidiu o julgamento, precisou intervir.

O julgamento foi mais longo do que outros casos de repercussão, como o de Suzane Richthofen, Gil Rugai, do casal Nardoni e do Massacre do Carandiru.

No sétimo dia de julgamento, que começou às 10h30 deste domingo e entrou na madrugada desta segunda (5), Elize foi interrogada durante quatro horas e meia e houve debate entre acusação e defesa. Durtante a tarde ela afirmou, sobre o esquartejamento do marido, que “a única forma que eu encontrei foi cortá-lo, infelizmente.”

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