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Polícia

Em entrevista exclusiva, pastor George muda versão, mas ainda se diz inocente

Preso desde o dia 28 de abril acusado de estuprar, agredir e queimar, ainda vivos, o enteado Kauã Sales Butkovsky, de 6 anos e o filho Joaquim Alves ...

Pastor George Alves prestou depoimento na CPI dos Maus-Tratos, durante sessão realizada em Vitória

Última atualização

Pastor George Alves prestou depoimento na CPI dos Maus-Tratos, durante sessão realizada em Vitória (Foto: Thiago Coutinho/AT)

Preso desde o dia 28 de abril acusado de estuprar, agredir e queimar, ainda vivos, o enteado Kauã Sales Butkovsky, de 6 anos e o filho Joaquim Alves Sales, 3, Georgeval Alves Gonçalves, o pastor George, mudou a versão dada por ele à polícia e durante entrevista, dois dias após as mortes.

O pastor afirmou, na época, que foi acordado pelos gritos de socorro das crianças, durante o incêndio na casa da família, em Linhares.

Agora, em entrevista exclusiva para o Jornal A Tribuna, Georgeval afirma que pensou ter ouvido as crianças gritarem, devido ao seu estado emocional, no momento. Disse ainda ser inocente no caso das mortes das crianças e do estupro de uma ex-funcionária.

A entrevista foi concedida por escrito, depois que a reportagem enviou perguntas ao pastor através do advogado Helbert Gonçalves, que esteve no presídio no final de semana.

Confira abaixo um trecho da entrevista dada pelo pastor.

A Tribuna – Naquele dia, durante o incêndio, o que as crianças gritaram?
PASTOR GEORGE – Naquele dia, eu estava muito cansado e, após colocar meus filhos para dormir, adormeci também, com um sono muito pesado. Quando senti o cheiro da fumaça pela casa, entrei em desespero. Corri para o quarto e, quando abri a porta, tudo estava em chamas. Entrei em choque, naquele momento.

E o que eles gritaram?
Angústia e a sensação de impotência tomaram conta de mim, naquele momento. Por isso, eu pensei ter ouvido meus filhos me gritando. Eu comecei a chamá-los.
Acredito que era fruto da minha cabeça, tamanha era minha aflição naquela hora.

O que tem a dizer sobre as acusações contra você?
Eu não sou essa pessoa que, hoje, a sociedade hostiliza. Muito menos, essa figura criminosa que a polícia apresentou.

Então você é inocente?
Eu nunca, jamais violentaria ou abusaria de uma criança. Eles eram meus filhos! Pelo amor de Deus, eu sou inocente! Estou sendo acusado injustamente.

A entrevista completa com o pastor Georgeval você acompanha no Jornal A Tribuna desta quinta-feira (26).

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