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Empresário é solto um dia após ser baleado e detido acusado de roubo

Um empresário de 26 anos foi baleado e preso pela Polícia Militar na noite da última terça-feira (1°), em São Pedro, Vitória, após ele ter, ...

Última atualização

 (Foto: Reprodução/Acervo Pessoal)

Um empresário de 26 anos foi baleado e preso pela Polícia Militar na noite da última terça-feira (1°), em São Pedro, Vitória, após ele ter, supostamente, cometido um assalto e ainda atirar contra os agentes. Nesta quinta-feira (3), Isaque Rezende Araújo recebeu o alvará de soltura em uma audiência de custódia.

De acordo com a Polícia Militar, os policiais afirmam que estavam realizando um patrulhamento na avenida Serafim Derenzi, quando avistaram um homem em uma moto próximo a duas mulheres. Uma delas teria conseguido se afastar e gritar por socorro, afirmando que estava sendo assaltada. 

Ainda segundo os agentes, ao perceber a aproximação dos militares, o rapaz teria fugido, iniciando uma perseguição. Durante a fuga, o suspeito teria atirado contra eles, fazendo com que reagissem atirando de volta. 

No entanto, após realizarem buscas no local, os policiais não encontraram a arma porque, segundo eles, foram agredidos por populares, que “foram contidos com o uso de armas não letais”.

O empresário saiu para entregar um lanche e foi atingido por um tiro na perna. Ele acabou caindo da moto e foi detido. Isaque chegou a ser socorrido para o Hospital Estadual de Urgência Emergência (HEUE), mas recebeu alta e foi levado para a 1ª Delegacia Regional de Vitória.

Vítima de preconceito

Em entrevista à TV Tribuna, a mulher do empresário, Rayna da Silva Matos, contou que está revoltada com o caso e afirmou que o rapaz foi vítima de preconceito. Isso porque ela e o marido tem uma lanchonete no bairro Estrelinha e ele era o responsável por fazer as entregas.

De acordo com Rayna, o companheiro entrou em contato com ela e contou que, na noite de sua prisão, ele parou para pedir informação a duas mulheres, mas percebeu que elas estavam assustadas com ele e desistiu. Quando ele saiu com a moto, percebeu uma viatura da PM atrás dele.

Segundo Isaque, ele não estava armado e nem atirou contra os militares. Advogado de defesa do empresário, Siderson Vitorino afirma que o jovem estava trabalhando e que não houve nenhum assalto. 

 Isaque e a esposa Rayna em seu chá revelação (Foto: Reprodução/Acervo Pessoal)

“Nós já apresentamos, nessa madrugada (de quinta-feira), na Corregedoria da Polícia Militar do Espírito Santo, uma representação contra os PMs que atenderam a ocorrência para que sejam apurados não somente os crimes que eles cometeram, mas também para que eles sejam afastados das ruas”, afirmou Siderson.

Quanto ao alvará de soltura, o advogado afirmou que o juiz de custódia entendeu a fala da defesa de que não houve o cometimento do crime, mas sim “um atípico penal, perpetrado por uma ilusão propostas pelos policiais militares e referendada pelo delegado (da Polícia Civil)”. 

“Agora, nós vamos mais fundo nesse processo: queremos a punição desses PMs e a apuração dos crimes cometidos pela Polícia Militar do Estado do Espírito Santo”.

Por meio de nota, a Polícia Militar informou que “irá instaurar um procedimento apuratório para verificar as circunstâncias da atuação dos militares, durante um atendimento de ocorrência policial”.

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