O empresário José Silvino Pinafo estaria alcoolizado enquanto conduzia a lancha Diamante em alta velocidade no momento do acidente que causou a morte da universitária Bruna Zocca e deixou duas pessoas gravemente feridas na Baía de Vitória em julho de 2020.
A informação consta na denúncia apresentada pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES), por meio da Promotoria de Justiça Criminal de Vitória.

“Após ingerir bebida alcóolica, conduzindo a embarcação em alta velocidade e em local inapropriado, o denunciado realizou manobra irresponsável e colidiu a lancha contra a passarela do Terminal da empresa Technip”, diz a denúncia do MPES.
De acordo com os autos, o empresário desatracou a lancha por volta de 12h e conduziu a embarcação em direção à Ilha do Frade, com sete ocupantes. Eles ficaram próximos à Prainha de Vitória até às 17h, enquanto confraternizaram fazendo uso demasiado de bebidas alcóolicas.
“O crime foi cometido por recurso que dificultou a defesa das vítimas, eis que estas foram colhidas pela ação inesperada no acusado, enquanto estavam em um momento de lazer a bordo de uma lancha, surpreendidas pela ação praticada pelo condutor embriagado, em alta velocidade e em local proibido”, ressalta a denúncia.
Silvino foi encaminhado para a Delegacia de Delitos de Trânsito (DDT), em Vitória, após o Poder Judiciário decretar sua prisão preventiva.
Entenda o caso

Na embarcação, havia sete pessoas, segundo a Marinha. Bruna Zocca era uma delas e morreu na hora. Ela era noiva de Silvino Pinafo, empresário e dono da lancha.
A lancha teria colidido com uma estrutura de aço, onde navios são ancorados, no Canal do Porto de Vitória, nas proximidades da Ilha do Príncipe. A cobertura da embarcação teria sido destruída com o impacto. Entre os ocupantes, outras três pessoas ficaram gravemente feridas.