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Polícia

Engenheira é agredida por reclamar de demora em fila de boate

Uma engenheira mecânica de 27 anos foi agredida com socos, chutes, arranhões e puxões de cabelo, na madrugada de domingo (17), após reclamar da ...

Vítima mostra ferimento próximo ao olho. Após o crime, ela registrou ocorrência na delegacia e realizou exames.

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Uma engenheira mecânica de 27 anos foi agredida com socos, chutes, arranhões e puxões de cabelo, na madrugada de domingo (17), após reclamar da demora da fila para pagamento em uma boate, na Praia de Camburi, em Vitória.

A agressora seria outra cliente da casa de shows, que conseguiu fugir e não foi localizada.
De acordo com a vítima, que não quis se identificar, o crime ocorreu por volta das 5h, no momento em que ela se preparava para ir embora. “Fui à boate com amigas, para me divertir. A noite foi tranquila, até irmos à fila”.

Ela afirmou que um grupo de quatro mulheres, que estava na frente dela, demorou para fazer o pagamento. “Elas estavam dividindo a conta, mas demoraram muito. Passaram-se uns 10 minutos e nada. Foi quando eu reclamei e pedi que fossem um pouco mais rápidas. Mas uma delas se irritou”.

Nesse momento, a cliente teria dado um soco no nariz da engenheira. “Foi forte. Fiquei tonta, desnorteada, não estava esperando aquilo. Não revidei, mas fiquei exaltada. Os seguranças da boate simplesmente me tiraram do local e me colocaram para fora”, afirmou a vítima.

Assim que terminou de pagar a conta, a suspeita também saiu da boate. Em seguida, as amigas da engenheira deixaram o local. “Assim que a agressora me viu, do lado de fora, ficou debochando. Nisso, ela foi para cima de uma amiga minha”, ressaltou a vítima.

Vítima mostra ferimento próximo ao olho. Após o crime, ela registrou ocorrência na delegacia e realizou exames. (Foto: Thiago Coutinho/AT)

A suspeita teria agredido verbalmente a amiga da engenheira, uma advogada de 28 anos. “Eu me aproximei e pedi que ela parasse. Então, ela foi para cima de mim de novo e me deu chutes, socos, puxões de cabelo, unhadas no meu olho. Eu tentei me defender, até puxei o cabelo dela. Pessoas que estavam perto acabaram separando a briga”, explicou a vítima.

Ela reclamou que os seguranças não fizeram nada para impedir a segunda agressão. Logo em seguida, a suspeita entrou em um ônibus com as amigas e foi embora.

A engenheira registrou a ocorrência na 1ª Delegacia Regional de Vitória e foi submetida a exames no Departamento Médico Legal (DML), também na capital.

Boate lamenta

A casa noturna onde ocorreu a agressão disse que lamenta o ocorrido e informou que a segurança do local separou a confusão, questionou se as envolvidas queriam chamar a polícia e orientou que elas deixassem o espaço. De acordo com a boate, elas não foram expulsas.

Uma das envolvidas solicitou o nome da agressora a um funcionário da casa, que explicou que, por motivos de segurança e privacidade, não poderia informar. A confusão foi registrada pelas câmeras da boate e, se necessário, as imagens serão entregues às autoridades

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