
Ela sofreu um infarto e acabou morrendo no chão da sala onde morava, no bairro Limeira, interior de Anchieta, Sul do Estado.
A estudante de Enfermagem Fernanda Casale, 35, que é vizinha e parente da família, contou que tentava acalmar Ana Lúcia após conseguir falar com o filho dela, mas, em minutos, a mulher morreu.
“Ela ficou sabendo sobre o ataque à escola no posto de saúde, que fica perto da nossa casa. Ela passou na casa de uma vizinha para contar sobre sua preocupação, já que o filho da vizinha também estuda na mesma escola. Ao chegar em casa, me gritaram que ela estava passando mal e eu fui para lá”, contou Fernanda.
“Consegui falar por telefone com o filho dela, e ele disse que estava tudo certo e que a informação não passava de um boato”, disse.
“Ela parecia ter se acalmado. Estava sentada no sofá. Estávamos nos despedindo dela. Quando ia se levantar, ela foi caindo no chão, já agonizando. Eu a virei e busquei fazer massagem, mas nada adiantou”.
Enfermeiros do posto de saúde também ajudaram a prestar os primeiros socorros e o Samu foi acionado, mas ela morreu antes da chegada do resgate, segundo Fernanda.
“Faltou a respiração e, logo em seguida, ela faleceu. O Samu chegou e constatou o óbito”, disse a estudante, explicando que foi constado que a mulher sofreu um infarto.
O texto espalhado por WhatsApp dizia que os alunos da Escola Estadual Coronel Gomes de Oliveira iriam morrer se houvesse aula. “Se fizer o nosso combinado irá sobreviver. Se houver aula, irá morrer gente… Nosso objetivo é destruir o prédio, mas se forem alunos, irá ter sangue ”, dizia o texto.
A Polícia Civil acionou os alunos que compartilharam o texto e declarou que vai investigar o caso até encontrar o responsável pela mensagem. A Secretaria de Estado da Educação informou que as aulas na escola não serão suspensas.
Também informou que investiga todos os casos formalizados nas delegacias, e orienta que as vítimas desse tipo de caso registrem a ocorrência em qualquer delegacia, munidas de todo material que comprove o crime e que auxilie a polícia no trabalho de investigação. A Polícia conta com a colaboração da população e qualquer contribuição para identificação de suspeitos podem ser feitas por meio do Disque-Denúncia 181 ou pelo disquedenuncia181.es.gov.
Se não teve detido em flagrante pela Policia Militar ou Guarda Municipal, e a vítima registrou o boletim na Delegacia, o caso será investigado pela Polícia Civil.