
Nas ruas, os moradores dizem estar chocados com o crime. “Não tem outro assunto mais em nossa cidade, pois esse tipo de crime não é comum aqui. É algo inexplicável, principalmente para eu que conheço o Amaral (Jonas). Ele sempre foi um rapaz bom. Nunca se envolveu com drogas ou outro ato violento”, disse o dono de bar, Fernando Pinho, 57.
Jane trabalha em uma loja de calçados no Centro. Já Jonas é vendedor de veículos de uma concessionária de Muriaé-MG, mas mora com o pai em Espera Feliz.
Como toda cidade do interior, boa parte das pessoas se conhece. Fernando, por exemplo, é muito amigo do pai de Jonas. Uma comerciante de 65 anos, que pediu para não ser identificada, contou que sua filha era muito amiga de Jane e que na adolescência uma dormia na casa da outra.
“Ela é da idade da minha filha mais velha. Não conheço o rapaz. O crime mexeu com a cidade toda, mas a gente mais ainda pela amizade entre minha filha e a Jane. Elas eram amigas na escola. Uma hora ela ficava lá em casa e outra minha filha ia pra casa dela. Hoje não temos mais contato, mas na época éramos vizinhos na roça”, comentou.
O agricultor Ricardo de Souza, 40, também disse que ficou chocado: “é difícil falar, pois a gente não conhece o ser humano a fundo. Conheço o Amaral (Jonas), não com muita afinidade, mas jogamos bola juntos. Acho que ninguém esperava uma reação dessas”.
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