Um ano após o crime, um auxiliar de expedição de 21 anos confessou que matou o frentista Ericsson Elias Barreto, 18 anos, namorado da ex-mulher, no Dia dos Namorados. O auxiliar justificou: “Fiz para me defender”.
O crime aconteceu no dia 12 de junho de 2016, em Planalto Serrano, Serra, às 2h30. Em frente à casa da ex-mulher, o acusado descarregou um tambor de revólver, com seis munições, na vítima. Recarregou e atirou mais seis vezes.
Segundo o acusado, ele e o frentista passaram a se ameaçar mutuamente “por causa da ex-mulher”, até o dia em que Jaime decidiu executar o rival.
Depois de matar Ericsson e atingir a ex-mulher, que ele alega que não sabia que estava no veículo, Jaime fugiu para a Bahia. Há 2 meses, ele veio para casa de parentes em Guarapari, onde acabou preso enquanto almoçava na casa de uma tia.
Em outro imóvel, onde ele estava vivendo, a polícia encontrou uma espingarda calibre 12 que ele alega ter trazido da Bahia para se defender, porque sabia que os amigos de Ericsson queriam matá-lo.
Agora ele foi preso por força de um mandado de prisão preventiva e é réu pelo homicídio consumado do frentista e pela tentativa de homicídio contra a ex, todos os dois qualificados por motivo torpe e impossibilidade de defesa da vítima. “Só tenho a dizer que essa mulher é igual chumbinho. Todos os ex-namorados dela estão mortos, só tem eu vivo, mas estou preso”, desabafou o réu em entrevista à Reportagem de A Tribuna.
O delegado responsável pelo caso não acredita que o acusado estava sendo ameaçado, e crê que o crime foi cometido por ciúmes.
Rafael Louzada