Quatro dias após o assassinato do marido, Maria da Penha Lembrança Barbosa desabafa: “Estou acabada. Estou derrotada”. Aloísio da Silva morreu na terça-feira (6) em Novo Horizonte, na Serra. O autor do crime, Mário Cesar Gadiol, foi preso na quinta (6) e, segundo sua defesa, o pedreiro supostamente abusou das suas filhas.
“Essa é uma situação horrível. Estou em choque até hoje. É muita coisa na minha cabeça. Não sei o que será de mim”, continua a dona de casa ao falar do que espera do futuro.
Questionada se o marido em algum momento mostrou pornografia para crianças, a dona de casa negou. A situação teria acontecido em 2005 quando o pedreiro ficou em casa com duas meninas. enquanto a mulher foi conferir um acidente que aconteceu na rua.
“Um dia teve um acidente aqui na rua e eu saí para ver o que era. Quando, de repente, não sei o que aconteceu, as meninas chegaram perto de mim e falaram alguma coisa de que meu marido estava vendo mulher pelada”, relembra. “Acredito que ele estava no sofá vendo e as meninas iram, e não que ele chamou as meninas para ver”, conta Maria da Penha.
Quando isso aconteceu, o pedreiro chegou a ser alertado para a esposa. “‘Aloísio’, eu disse pra ele, ‘se as meninas falarem para as mães, isso pode dar cadeia’. Ele me disse que não mostrou nada pra elas”, complementa a viúva.
Na sexta-feira (9), novas vítimas denunciaram o pedreiro de ter as abusado. Uma delas é a própria filha Luana dos Santos Bandeira, de 23 anos. Segundo ela, os abusos aconteceram “há muitos anos”.
Para Maria da Penha, caso isso tenha acontecido, o pedreiro teve o que merecia. “Na minha consciência, ele morreu sem eu saber o motivo. Mas se isso aconteceu (os abusos), ele mereceu o que aconteceu com ele. Eu não apoio estuprador”, disse ela.
