Após as mais de 16 horas que a filha de 2 meses foi feita de refém pelo pai, a mãe da criança, Lucimara Falcão, quer passar uma borracha em cima do que viveu no último fim de semana. “Estou tentando esquecer os momentos ruins”, disse a dona de casa.
Segundo Lucimara, apesar da apreensão ao longo de todo o domingo (28), a primeira noite ao lado da filha foi tranquila. “Vi que estava em paz com a minha filha ao lado”, contou a mãe, que dormiu na casa de sua filha Paloma, de 20 anos. A residência da filha fica em Resistência, em Vitória, mesmo bairro onde a criança foi feita refém.
Lucimara e o bebê chegaram em casa por volta de meia noite desta segunda (29). Depois que a filha foi liberada, ela foi encaminhada para o Hospital Infantil de Vitória. Em seguida, a dona de casa precisou ir à delegacia prestar esclarecimentos. Só depois disso as duas voltaram para casa.
Toda a confusão aconteceu quando o pai da criança, o ajudante de pedreiro Adilcimar Ribeiro dos Santos Ribeiro dos Santos, de 42 anos, se trancou na casa da família com a criança na madrugada de domingo, por volta da 1h, após uma discussão com Lucimara.
Na ocasião, ele estava armado com uma faca e ameaçava matar a menina e, depois, tirar a própria vida. A situação só foi solucionada perto do fim da tarde de domingo, quando Adilcimar se entregou à polícia.
A polícia precisou utilizar um drone e também contou com a ajuda de atiradores de elite durante as negociações para que o ajudante de pedreiro entregasse a filha. Uma psicóloga ajudou nas negociações.
Com o sucesso da operação, agora a dona de casa diz que, ao menos nos próximos dias, ficará na casa da filha. “Pretendo ficar lá até me ajeitar’, planeja ela.
