Vanderclei Silva Nascimento, de 39 anos, pai da estudante Karolini Vitória Souza Nascimento, de 15 anos, que foi assassinada e jogada na rodovia Serafim Derenzi, em Vitória, conversou com a reportagem de A Tribuna e afirmou que não faz ideia do motivo do crime.
Karolini saiu da casa onde morava dizendo para os pais que iria dormir na casa de uma amiga. O corpo dela foi encontrado na manhã de segunda. Nenhum suspeito de ter cometido o crime foi localizado.
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De acordo com investigadores do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a garota foi morta durante o final de semana. Ela foi encontrada com as mãos amarradas para trás e enrolada em um lençol, às margens da rodovia, por volta de 5h30 de ontem, na altura do bairro Grande Vitória.
Ainda segundo os policiais, a vítima foi assassinada em outro local e deixada na rodovia no domingo. Ela apresentava uma marca de tiro no rosto e outra em uma das pernas. Além disso, a garota foi espancada. Junto à estudante, os policiais encontraram o documento de um homem próximo ao corpo.

A Tribuna – Desde quando a sua filha estava desaparecida?
Vanderclei – Ela saiu no sábado à noite e falou que ia dormir na casa de uma amiga, porque no domingo elas iriam à praia. E, de fato, às vezes ela ia mesmo para a casa dessa amiga. Entramos em contato com a amiga no domingo e ela falou que não tinha marcado nada com minha filha, que elas não tinham se falado.
O que o senhor pensou?
Sentimos que ela tinha mentido. Até mesmo porque no sábado à noite ela postou no Facebook que estava indo para Vitória, sendo que ela não tem amizades em Vitória. Achamos muito estranho. Ligamos para ela domingo o dia todo.
O que o senhor pensou quando percebeu que a sua filha tinha mentido?
Quando eu percebi que ela tinha mentido, só passou coisa ruim na minha cabeça. Fiquei esperando que ela voltasse para casa no domingo. Mas deu a noite e ela não voltou. Acordei hoje (ontem) já com a ideia de ir até a delegacia registrar a ocorrência. Foi quando uma outra amiga dela me ligou falando do corpo que tinha sido encontrado. Eu a reconheci por uma tatuagem.
O que o senhor fez?
Fui até a delegacia e vi fotos mais detalhadas. Não tive mais dúvidas, era a certeza que eu precisava.
Como foi para o senhor receber a notícia da morte de sua filha?
Eu perdi um pedaço de mim. É dolorido. Era minha filha. A mãe dela está em casa desmaiada. Estamos desesperados. Ninguém esperava por uma coisa dessas. Não fazemos ideia do que possa ter acontecido com ela.
Como era a sua filha?
Ela era uma menina boa, excelente, era a minha vida. Tenho dois filhos, era a única menina. Ela era uma menina alegre, mas quando se começa a mentir para os pais já deixa a gente em dúvida.
