
A audiência começou no início da manhã e terminou por volta das 18h30, no Fórum Criminal de Vitória. Segundo os autos, a primeira resposta de Hilário ao juiz Marcos Pereira Sanches foi de que ele é inocente.
“… nega veementemente; não mandou matar a vítima; não sabe quem mandou matar a vítima; apenas ficou sabendo de algumas coisas pela mídia e por meio de informações do processo; não sabe porque seu nome está envolvido neste processo; não tinha problema ou inimizade com ninguém a ponto de atribuírem o crime ao interrogando”, diz o interrogatório.
Hilário disse ainda que a carta escrita por Milena “foi de grande surpresa”, e ele não tinha conhecimento sobre os fatos por ela narrados. Além disso, o acusado fez questão de registrar a enorme tristeza, “pois sofre com a morte da esposa, pela ausência das filhas, pelo fato de as filhas estarem sofrendo com a ausência da mãe; está sofrendo com o que fizeram com a Milena, como se tivesse sido com ele”, diz o interrogatório.
Além de Hilário, foram interrogados ainda os réus Esperidião Carlos Frasson, 71, pai de Hilário, Valcir da Silva, 49, e Hermenegildo Palauro Filho,52, vulgo Judinho, e a testemunha arrolada pela defesa do réu, o médico ortopedista Tarcisio Favaro, 25.
Em depoimento, o médico citou que conhecia Milena desde 1997, e que o Hilário chegou a pernoitar em sua casa, mas quando ele se tornou suspeito, mudou as fechaduras de casa.
Já Valcir alegou que “não intermediou a morte da vítima, que não ofereceu ou prometeu dinheiro para quem quer que seja para matá-la”, diz os autos.
Esperidião e Hermenegildo também continuaram a negar o crime, dizendo que não é verdadeira a acusação que recai sobre eles.
Após o interrogatório, terminou as fazes de audiências, e o juiz estabelecendo o prazo de 15 dias para cumprimento das últimas cartas precatórias e, a partir desse prazo, o processo será encaminhado ao Ministério Público e as defesas para alegações finais. A partir disso, o juiz decidirá se os réus vão ao Tribunal do Juri.