Ao procurar a polícia para denunciar ter sido vítima de crime, um homem, que alega ser ex-pastor, de 40 anos, acabou preso pelo delegado de plantão, em Vila Velha, nesta segunda-feira (8).
Porém antes de ser detido, o homem disse que procurou os policiais militares que estavam de serviço no 4º Batalhão (Vila Velha) da Polícia Militar, na manhã de segunda-feira, porque havia sido sequestrado na noite de domingo por um casal e um travesti, quando parou o carro, um Corolla dourado, em um sinal do bairro Ibes, no mesmo município. Ele foi orientado pelos militares a ligar para o Ciodes.
O suposto ex-pastor levou os policiais ao local onde teria sido mantido refém e obrigado a consumir crack e cachaça. Questionado pelos PMs como teria sido obrigado a consumir a droga e a bebida, ele não soube explicar.
Os policiais levaram o homem para registrar a ocorrência na 2ª Delegacia Regional de Vila Velha, onde ele contou ao delegado de plantão que, por volta das 19 horas de domingo (7), ele teria sido abordado pelos desconhecidos e obrigado a dirigir até uma favela atrás de uma igreja evangélica, na avenida Carlos Lindenberg, em Aribiri.
No local, os três suspeitos teriam comprado crack e cachaça com os R$ 200,00, um celular, um macaco e um triângulo do carro. O grupo foi para um barraco, no bairro Garoto, indicado pelo travesti, onde os quatro consumiram as drogas.
Para o delegado, a suposta vítima disse que nunca tinha ido ao local ou usado drogas. Porém, os lábios queimados são resultado do consumo excessivo de fumo de rolo e cigarros, dos quais é dependente. E que os dedos também teriam sido queimados na noite anterior, quando foi obrigado a fumar crack.
Ainda na delegacia, o homem disse que o carro pertence a mulher dele e que ela não quis com ele à delegacia para acompanhá-lo. Após prestar depoimento, de vítima o homem se tornou suspeito de crime e foi autuado em flagrante por falsa comunicação de crime, pois tudo não passou de uma desculpa para a mulher já que ele tinha dormido fora e chegou com o parabrisa do carro quebrado.
Na audiência de custódia o suposto ex-pastor foi liberado sem fiança e vai responder o processo em liberdade. Porém, ele está proibido de sair da Grande Vitória sem autorização da Justiça e deve comparecer a todas as audiências.