
Em sua história na criminalidade, ele foi rival do hoje pastor Hélio dos Santos Calixto, que já foi chamado de Nego Drama, e chegou a matar o filho dele, de 14 anos, em 2008.
Dez anos depois, intermediados pelo pastor Pedro Gusmão, os dois tiveram oportunidade de ficar novamente frente a frente. O encontro, que aconteceu há 10 meses em uma igreja na Serra, foi marcado por muita emoção e choro, em um abraço apertado.
Confira a entrevista de Leonardo do Jornal A Tribuna.

Leonardo Moraes de Souza – Eu fui um jovem que entrou no crime de 13 para 14 anos, como outros adolescentes, que via que a mãe e o pai não tinham condições de dá aquilo que precisava e que só o crime poderia proporcionar. Esse caminho, aparentemente parece ser bom, mas ao final você percebe que o crime é uma ilusão.
Ficou no crime até quando?
Até 19 anos, quando tive um encontro com Deus, no presídio. Embora o presídio seja um lugar onde o povo sofre, o que me fortaleceu, lá, foi esse encontro com Deus. Foi uma experiência muito forte. Com certeza, a minha entrada e saída no presídio foi tudo proposta de Deus. Minha história foi manchada pelo crime, mas resumida com vitória.

Fiquei cinco anos e 11 meses e 15 dias preso. Tive uma ficha extensa no crime, com homicídios, tráfico de drogas, tentativa de homicídios, corrupção de menores e formação de quadrilha. Quando eu matei o filho do pastor Hélio, tinha 16 anos.
O que diz para quem pensa que um dia vocês ainda irão acertar as contas?
A bíblia diz que Deus dá a capacidade de liberar o verdadeiro perdão. Quem for incrédulo e duvidar disso, a gente aconselha a se tornar espiritual, pois Deus dará a capacidade dessa pessoa viver a experiência que vivemos. Me sinto muito aliviado em ter pedido o perdão e de ter sido perdoado.
