Uma briga de família por pouco não terminou em tragédia, no bairro São Pedro I, em Vitória. Um jovem de 19 anos atirou três vezes contra o próprio pai, um vigilante de 46 anos, mas os tiros mascaram. A briga entre os dois aconteceu por causa da divulgação de um vídeo nas redes sociais.
As imagens mostram a namorada do suspeito segurando uma arma calibre 12 de fabricação caseira. No vídeo, ela estaria ameaçando de morte outra garota. A pessoa que fez a filmagem, segundo testemunhas, foi o filho do vigilante. O jovem seria o dono da arma.
Ao saber da existência do vídeo, há cerca de dois meses, o vigilante e o filho se desentenderam.
“Meu irmão ficou indignado com o filho ao saber que ele tinha uma arma. Ele não aceita esse tipo de coisa, pois é uma pessoa muito correta, honesta. E o vídeo acabou se espalhando em redes sociais”, disse o irmão do vigilante, um fotógrafo de 43 anos, que pediu para não ser identificado.
Na noite de quarta-feira, a família estava reunida em um churrasco, na casa do vigilante, na rodovia Serafim Derenzi. Cerca de 12 pessoas estavam no local. Foi quando pai e filho, mais uma vez, começaram a discutir por causa da arma.
“Minha sobrinha tentou apartar a briga e acabou atingida pelo pai com um tapa acidental. Isso piorou a situação”, contou o fotógrafo.
Nesse momento, o suspeito foi à casa onde mora, no andar de cima da casa do pai, pegou a arma que aparece no vídeo e voltou ao quintal onde o churrasco estava acontecendo. O jovem apontou a arma para o pai e tentou atirar três vezes. No entanto, os tiros mascaram.
Em seguida, o sogro do vigilante tomou a arma do suspeito. Pai e filho foram correndo pela rua e acabaram parando em um bar, onde a briga foi controlada. O jovem, porém, fugiu. A PM foi acionada. Uma radiopatrulha foi ao local e a arma foi entregue aos policiais.
“As brigas entre os dois são antigas, por causa de decisões erradas do meu sobrinho. Espero que ele pague pelo crime que cometeu. É muito triste ver um filho querer a morte do pai”, relatou o fotógrafo.
O suspeito não foi localizado. O caso é investigado pelo Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DEHPP), em Vitória.
