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“Foi uma ousadia total”, diz universitário baleado na saída da faculdade

“Foi uma ousadia total dos criminosos. Mais pessoas poderiam ter saído feridas”. A afirmação foi feita ontem pelo universitário – um estudante de ...

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Universitário foi atingido na perna esquerda. Foto: Thiago Coutinho/AT“Foi uma ousadia total dos criminosos. Mais pessoas poderiam ter saído feridas”. A afirmação foi feita ontem pelo universitário – um estudante de Publicidade de 26 anos – baleado no assalto que terminou em tiros num ponto de ônibus na avenida Vitória na noite de quinta-feira.

Um dos ladrões, Gabriel Gomes Dias, de 19 anos, acabou morto com um tiro no peito. O estudante contou que a professora de Fotografia das Faculdades Integradas Espírito-Santenses (Faesa) tinha liberado os alunos mais cedo e, junto com duas amigas, ele estava a caminho do ponto de ônibus quando viu o assalto.

“Meu ônibus passaria em 5 minutos. Fomos andando e vi dois rapazes chegando de bicicleta no ponto. Um esbarrou na bicicleta do outro e o da frente apontou a arma para cima. Todo mundo correu”.

O estudante, que também é auxiliar de Tecnologia da Informação, disse que correu e chegou a ouvir três disparos enquanto fugia. “Acredito que o segundo tiro me atingiu. Senti uma queimação na perna, toquei e estava sangrando. Corri até a escadaria da faculdade e comecei a ver tudo escuro”.

Ele contou que foi socorrido bem rápido e em pouco tempo soube da morte de Gabriel. “Soube depois que um rapaz tinha morrido, que a arma que ele estava portando era de brinquedo. Mas, depois que vi a arma, nem pensei em olhar para trás. O medo era tomar outro tiro”.

O universitário foi submetido a uma cirurgia no Hospital São Lucas para retirar a bala alojada na coxa esquerda. “Não atingiu o osso. Foi muita sorte que não pegou em nada vital. Um livramento de Deus”, contou.

Assaltos não têm sido surpresa na região, de acordo com o rapaz baleado. “Tem muitos roubos em pontos de ônibus e até dentro dos coletivos. À noite o policiamento é mais fraco”.

Em nota, a Polícia Militar informou que, em frente à faculdade, na avenida Vitória, acontecem abordagens sempre em dias e horários estratégicos.

O delegado Eduardo Passamani, que ontem estava à frente da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa, contou que, pelos relatos iniciais, as vítimas estariam no local e outra pessoa passou e atirou.

Em nota, a Polícia Civil informou que o caso segue sob investigação na Delegacia de Crimes Contra a Vida de Vitória e não foi confirmado se o outro bandido foi preso. A Faesa informou que a instituição já está requerendo uma reunião com os órgãos públicos competentes para solicitar o reforço na segurança do entorno.

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