
Após sofrer abuso sexual por sete anos, em Barra de São Francisco, Noroeste do Estado, uma adolescente, de 14 anos, respira aliviada após saber que o acusado do crime, um vigilante, de 42, foi para o presídio nessa quarta-feira (16). O agressor era padrasto da vítima.
O delegado Juliano Batista Fernandes, titular da 14ª Delegacia Regional de Barra de São Francisco, explicou que a denúncia chegou ao seu conhecimento na última segunda-feira (14), e o acusado foi preso na tarde dessa quarta.
A mãe da vítima, uma professora, levou o caso para a polícia após saber do caso pela irmã, e desconfiar que a filha estava apreensiva nos últimos dias.
“O casal estava junto há 10 anos, e havia terminado o relacionamento recentemente. No entanto, a mãe da menina quis reatar e a filha passou a ficar com medo e apreensiva ao saber que o padrasto voltaria para casa. Estava chorosa com a situação, muito triste”, revelou o delegado.
Com medo, segundo o delegado, a vítima acabou contando para uma colega de escola, que levou o caso para a família da adolescente, chegando até a mãe.
“A adolescente contava que sofria abusos e era ameaçada de morte pelo acusado. Ele dizia que iria matá-la e matar também a mãe dela, caso contasse para alguém o que acontecia”, ressaltou Fernandes.
O titular destacou que os abusos começaram com toques e, com o passar dos anos, a situação evolui para relações sexuais. Laudos médicos comprovaram a violência que a adolescente sofreu por sete anos.
“Ele cuidava dela desde os 4 anos, e os abusos aconteceram desde os 7 anos. Ela passou por exames e os laudos sinalizaram para uma violência que ocorreu no passado, inclusive, com ferimentos cicatrizados”, lamentou o delegado.
Medicamento
Além da agressão, de acordo com o delegado, o vigilante chegou a obrigar a adolescente a tomar comprimidos abortivos, suspeitando que ela pudesse estar grávida.
“O que temos feito na delegacia, é priorizar casos que chegam envolvendo abuso de crianças e adolescentes, e assim que o mandando de prisão dele foi expedido, fomos até o bairro Alvorada e prendemos o vigilante”.
Após a prisão, o acusado não reagiu. De acordo com o delegado, ele será indiciado por estupro de vulnerável.