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Polícia

Golpe no WhatsApp faz 10 vítimas todo dia no Estado

Se de repente chegar uma mensagem de WhatsApp de “uma pessoa conhecida” pedindo um depósito urgente, sob o argumento de que aconteceu um acidente ou ...

Mensagem trocada com golpista

Última atualização

WhatsApp: perigos com aplicativo (Foto: Divulgação)

Se de repente chegar uma mensagem de WhatsApp de “uma pessoa conhecida” pedindo um depósito urgente, sob o argumento de que aconteceu um acidente ou de que está necessitando de dinheiro rapidamente por algum outro motivo, desconfie, pode ser um golpe.

Essa modalidade de crime, chamada de golpe da clonagem de WhatsApp, tem feito uma média de 10 vítimas todos os dias no Estado.

Dentro desse universo, pelo menos uma vítima procura a polícia para registrar a ocorrência, segundo o titular da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), delegado Brenno Andrade de Souza Silva.

 (Foto: Reprodução / WhatsApp)“Temos muitos casos e sabemos que nem todos registram as ocorrências. O que percebemos é que há uma conivência de funcionários de operadoras, que desabilitam momentaneamente o chip de uma pessoa e habilitam em um novo chip do aparelho de um criminoso”, explicou.

Segundo o delegado, assim que tem o novo celular com o número da vítima, o golpista baixa o WhatsApp, tendo acesso a todos os contatos dela. “Dessa forma, ele se passa pela vítima e envia mensagens para contatos pedindo dinheiro. Por fazer pedidos para pessoas próximas, nem sempre as vítimas percebem, e acabam fazendo as transferências de valores.”

Brenno ressaltou que os valores pedidos pelos golpistas geralmente não são muito altos para que as pessoas não desconfiem e tenham condições de fazer.

Ele frisou que, geralmente, os pedidos variam entre R$ 1.000 e R$ 2 mil, e que 90% dessas organizações de são de fora do Estado. “As pessoas que tiveram a linha clonada só descobrem o golpe quando amigos conseguem ligar para algum parente próximo e falar pessoalmente com o dono da linha o que está acontecendo.”

O professor da UCL e mestre em rede de computadores João Paulo Chamon alertou que, caso recebam esse tipo de mensagem, as pessoas não cedam e antes de tomar qualquer decisão façam uma vídeo chamada para conferir o que realmente está acontecendo.

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