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GOLPE DO FINANCIAMENTO

Golpistas usavam falsas vagas de emprego para roubar dados de pessoas e fraudar financiamento

Quadrilha também fazia a oferta de falsos brindes nas redes sociais para atrair as vítimas

Job. Business woman in the office

Última atualização

Dois homens foram presos, em flagrante, pela equipe da Delegacia Especializada de Falsificações e Defraudações (Defa) suspeitos de envolvimento no chamado “Golpe do Financiamento”. Segundo a polícia, para conseguir dados de pessoas para realizar a compra de carros por meio de financiamento, uma quadrilha utiliza falsas vagas de emprego e falsos brindes para atrair vítimas. 

Os detidos são um empresário, de 45 anos, dono de uma revendedora de veículos, em Cariacica, e homem, de 43 anos, funcionário da loja. De acordo com a polícia, eles foram presos na terça-feira (5), no momento em que tentavam realizar um financiamento de forma fraudulenta. 

A polícia efetuou as duas prisões em flagrante após receber uma denúncia de um banco desconfiando de um financiamento que estava sendo feito pela revendedora de veículos. Uma equipe da Defa foi até o local e descobriu que a transação estava sendo feita de forma fraudulenta, porque um veículo estava sendo comprado em nome de uma pessoa que não estava no estabelecimento no momento da compra e para que o financiamento pudesse ser feito a presença desse cliente era necessária. 

Apesar do suposto comprador não estar no local, os suspeitos tinham os dados e a foto atualizada dessa pessoa. 

Segundo a polícia, para obter os dados pessoais e foto das pessoas, uma quadrilha de São Paulo, especialista nesse tipo de golpe, entrava em ação. Os golpistas abordavam pessoas nas redes sociais com ofertas de falsos empregos ou falsos brindes. Acreditando se tratar de algo verdadeiro, as vítimas entravam em contato com os criminosos perguntando como fazer para conseguir o emprego ou ganhar o brinde. 

Os golpistas pediam que essas pessoas enviassem fotos de documentos, como carteira de habilitação e comprovante de residência, além de tirar uma foto do rosto daquele momento em que enviava as informações. A quadrilha, então, pegava esses dados e mandava a uma intermediador, que fazia o contato com as revendedoras de veículo e apresentava uma proposta. 

De acordo com a Defa, o golpista fazia uma proposta para a revendedora, na qual ela fazia o financiamento do veículo em nome dessas pessoas que tinham dados roubados e, em troca, o estabelecimento ficava com uma comissão ou porcentagem do financiamento concedido pelo banco. 

Quando o golpe dava certo, o banco enviava o valor do financiamento para a revendedora, que ficava com uma parte e passava o restante ao intermediador. Esse golpista, por sua vez, depositava o dinheiro em contas de laranjas, onde já haviam pessoas com acesso a elas para sacar os valores. 

A polícia informa que, no caso dessa revendedora de Cariacica, a proposta foi aceita, porém o financiamento acabou frustrado pela polícia. Durante a investigação, a equipe da Defa descobriu que, em cinco dias, o estabelecimento havia feito três vendas de veículos dessa maneira. 

O dono da revendedora e o funcionário foram presos em flagrante por tentativa de estelionato, mas pagaram a fiança estipulada e vão responder ao processo em liberdade. 

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