De cabeça baixa e vestindo um terno preto, o ex-marido da médica Milena Gottardi, Hilário Frasson, começou seu depoimento por volta das 16 horas, da tarde de ontem, no sexto dia de julgamento. Ao juiz Marcos Sanches, Hilário disse que ligou antes do crime para Milena falando que a amava muito.
Hilário é acusado de ser o mandante do assassinato, com próprio o pai, Esperidião Frasson.
A médica oncologista pediátrica Milena Gottardi foi baleada na cabeça quando saía do Hospital das Clínicas, no bairro Maruípe, em Vitória, em 14 de setembro de 2017. Foi socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. Ela morreu aos 38 anos e deixou duas filhas.
Ainda ao ser perguntado pelo juiz sobre o relacionamento com Milena, Hilário respondeu que sempre foram amigos.
“Sempre buscamos um ajudar o outro. Sempre nos respeitamos da melhor forma possível. Tivemos alguns desentendimentos, mas nada grave”, afirmou.
Na última terça-feira, durante o segundo dia do julgamento, o investigador da Polícia Civil que participou do caso, Igor de Oliveira Carneiro, disse que o acusado de ser mandante do crime acessou sites pornográficos depois que reconheceu o corpo de Milena no DML e que se encontrou com uma garota de programa, dias depois do crime.
Ontem, Hilário disse que acessou os sites após receber os links em grupos nas redes sociais.
“Dias após o ocorrido, tentando digerir tudo, estive em companhia de uma pessoa próxima, que sugeriu para que nos arrumassem uma companhia para nos distrair e eu, em um momento de extrema fraqueza, me encontrei com tal, mas não cheguei a praticar nenhum ato”, afirmou Hilário.
Ainda ontem, pela manhã, foram ouvidos os acusados de intermediar o crime, Valcir da Silva Dias e Hermenegildo Palauro Filho, vulgo “Judinho”. Depois, Esperidião Frasson, outro acusado de ser o mandante do crime, falou à tarde.
Esperidião disse que Milena era como filha para ele e era uma pessoa muito amada.