
O investigador afastado da Polícia Civil Hilário Antonio Fiorot Frasson, 44 anos, acusado de mandar matar a própria mulher, a médica Milena Tonini Gottardi, 38, mandou, de dentro da cadeia, um eletricista buscar as chaves do apartamento do casal. As informações estão contidas em procedimento relativo ao caso.
Em depoimento à polícia, o profissional explicou que no último dia 23 de outubro, uma segunda-feira, esteve na 20º Distrito Policial de Novo México, Vila Velha, onde Hilário estava preso. O contato se deu pelo fato de que ele costumava prestar serviços para o policial civil.
O eletricista disse a policiais da Delegacia Especializada de Homicídio Contra a Mulher que Hilário, durante o encontro, fez o pedido para que ele buscasse umas correspondências e que pegasse as chaves do apartamento do casal no edifício onde eles moravam e que estariam com uma vizinha.
No dia seguinte, 24 de outubro, o eletricista foi ao edifício, localizado na Praia do Canto, em Vitória, por volta das 16h45. Câmeras flagraram a chegada e saída dele. No local, de acordo com a documentação da polícia, ele conseguiu pegar as correspondências e procurou a vizinha do casal, para pegar a chave do imóvel.
O eletricista, que já havia sido contratado por Hilário para prestar serviços no condomínio, conforme consta na documentação, acionou o porteiro, que interfonou para o apartamento da vizinha. Após falar com a secretária dessa moradora, o funcionário do prédio explicou que as chaves não estavam mais lá, mas, sim, com a família de Milena.
À polícia, o eletricista explicou que o investigador preso queria as chaves “porque não havia nenhum motivo” para a vizinha ficar de posse delas.
A reportagem completa você lê na edição deste domingo (19) do jornal A Tribuna.
Reportagem: Rafael Moura