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Polícia

“Hilário queria ‘dar descanso’ a Milena”, diz assassino confesso de médica

Com riqueza de detalhes, Dionathas Alves Vieira, de 24 anos, revelou ontem durante quatro horas de interrogatório, no Fórum Criminal de Vitória, ...

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Dionathas Alves confessou ter matado Milena Gottardi e deu detalhes da trama para matar a médica.Com riqueza de detalhes, Dionathas Alves Vieira, de 24 anos, revelou ontem durante quatro horas de interrogatório, no Fórum Criminal de Vitória, novas informações sobre a trama para matar a médica Milena Gottardi Tonini Frasson, de 44 anos.

Ela foi baleada no dia 14 de setembro, quando saía do trabalho, no Hospital das Clínicas em Vitória e morreu no dia seguinte. O marido da médica, o policial civil Hilário Frasson, e o pai dele, Esperidião Frasson, são apontados como mandantes do crime.

Durante o interrogatório, Dionathas chorou e pediu perdão à família da médica. Ele contou que se encontrou com Hilário num posto de gasolina, na Serra, dias antes do crime, junto com Valcir da Silva Dias, apontado como intermediário no crime. Na ocasião, Hilário teria dito: “Quero descansar aquela filha da p…, que isso não pode ficar impune.”

No encontro, Dionathas também revelou que Hilário teria afirmado que o carro da médica estava sendo rastreado e que a morte de Milena teria que ser o mais rápido possível.

O dia de audiências do caso Milena Gottardi, no Fórum Criminal de Vitória, começou na manhã de ontem, com depoimentos de duas testemunhas de defesa dos réus.

O padre Pedro Luchi, que celebrou o casamento de Hilário, foi ouvido às 9h40. O advogado Homero Mafra, defensor do policial, desistiu do depoimento do padre, após ele se recusar a responder perguntas. Luchi saiu do fórum sem falar com a imprensa.

A segunda testemunha foi o amigo de Hilário, o empresário Gustavo Pimentel Simões. Depois dele, teve início o interrogatório dos réus.

Dionathas foi o primeiro, que confessou que matou Milena. Ele foi ouvido na ausência dos demais acusados, a pedido do advogado.

Em seguida Bruno Broetto, que teria emprestado a moto para o atirador, foi interrogado por cerca de duas horas e também sem a presença dos demais réus. Hilário Frasson seria o próximo, mas devido ao horário, a audiência foi suspensa.

O assistente da acusação, Renan Sales, afirmou ao final das audiências, mostraram a brutalidade do crime. “Os interrogatórios serviram para demonstrar o quão esse crime foi sórdido, covarde e nefasto. Além disso, ficou ainda mais comprovado o quão perigosos são os réus, fato que impede a soltura de todos”.

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