A coreógrafa holandesa Zahira Lieneke Mous, que contou que foi abusada por João de Deus durante consulta, agradeceu em português o apoio que tem recebido.
“No meio de tanta escuridão, é muito importante que a gente se levante com ainda mais luz. Vamos brilhar. Vamos dar mais luz. E lembre-se que a maior cura vem quando você compartilha a sua história. Então compartilhe a sua história com alguém para que você possa se curar”, disse.
A publicação, feita no Instagram, teve mais de cinco mil visualizações e recebeu muitas mensagens de apoio. “Sua coragem está motivando mais mulheres a denunciarem esse monstro. Agora já são mais de 330 mulheres em todo Brasil”, escreveu uma seguidora.
“Parabéns pela coragem!! Vc não está sozinha! Obrigada por ser essa pessoa forte e vir a tona um assunto tão delicado!!”, diz outra mensagem.
Em depoimento para o programa “Conversa com Bial”, a holandesa afirmou que conheceu a casa em Abadiânia, Goiás, em 2014, quando buscava a cura para o trauma de ter sofrido abusos sexuais no passado.
Após muitas pesquisas, Zahira sentiu-se a vontade para ir sozinha ao local. Na segunda visita à casa, foi informada que teria uma consulta particular com o médium. “Você se sente especial”, relatou.
O médium João de Deus negou em depoimento neste domingo (16) qualquer tipo de culpa nos abusos sexuais dos quais é acusado e sua defesa tentou desqualificar as denunciantes.
O advogado do médium, Alberto Toron, declarou após o depoimento que as denúncias precisam passar por um escrutínio calmo e que algumas das mulheres não têm credibilidade para acusar João de Deus.
Ele se referiu à holandesa Zehira Lieneke. “Essa holandesa, estou recebendo informações, com um dossiê, de que tem um passado nada recomendável, o que pode descredibilizar sua palavra. Era uma prostituta e tinha um passado de extorsão.”
Toron disse que terá de ser analisado com serenidade se as pessoas querem se aproveitar da situação para pedir dinheiro ao médium. “O fato de ter sido prostituta, por si só, não a descredibiliza, mas é preciso ver o contexto da vida dessa mulher para ver se ela tem crédito ou não. Isso não fizemos ainda”, acrescentou.
Veja o vídeo de agradecimento: