A adolescente que foi concretada em uma obra na Praia da Costa, em Vila Velha, foi identificada como Lorena Pereira da Silva Martins, 17 anos. O crime aconteceu em abril deste ano e o corpo foi encontrado por funcionários que trabalhavam na construção.
Ela morava em Morada da Barra, no mesmo município. A família disse que a vítima teve um filho que nasceu morto e entrou em depressão e se envolveu com drogas.
Familiares contaram ainda que Lorena teve outro filho, de 1 ano e 4 meses, e queria ajuda para deixar as drogas e cuidar da criança. Ela tinha recaídas e costumava ficar fora de casa por longos períodos. Eles não imaginavam que ela estaria morta e a procuraram durante meses.
A família apenas desconfiou que o corpo poderia ser da adolescente por causa das tatuagens. Os familiares foram então até o Departamento Médico Legal (DML) e fizeram o reconhecimento das tatuagens e impressões digitais.
Lorena foi enterrada como indigente em maio, no cemitério de São Domingos, na Serra.
Prisão do suspeito
Na sexta-feira (12), o suspeito do crime, identificado como Lucas Raphael dos Santos Silva, de 33 anos, foi preso em Belo Horizonte, Minas Gerais, após o cumprimento de mandado de prisão temporária expedida a pedido da Polícia capixaba, por meio da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM). Ele, que estava em um abrigo para presidiários, teria confessado.
Em depoimento à Polícia, Lucas – que era conhecido como “Mineirinho” – afirmou que consumiu drogas no imóvel em obras na Praia da Costa, na noite anterior e na madrugada do crime, dias 5 e 6 de abril. Ali, ele trabalhava durante o dia e dormia à noite. Quase pela manhã, ele encontrou a vítima, que conhecia apenas por apelidos, e a convidou para ir até a obra para consumir mais drogas.
Em um certo momento, ele notou que havia sumido R$ 50 e acusou a vítima de ter roubado, iniciando uma discussão entre os dois. Ela ameaçou gritar por socorro e, para impedí-la, ele a apertou no pescoço, fazendo com que a vítima perdesse os sentidos. Pensando que ela estivesse morta, o suspeito decidiu esconder o corpo, mas acabou deixando a mulher bater com a cabeça no chão. O suspeito, então, colocou o corpo nos fundos da obra, concretou em uma parede e fugiu.
