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Uma aposentada de 79 anos foi sequestrada, dopada e mantida em cárcere privado durante meses, por um grupo especializado em roubar idosos ricos. Sônia Maria Pilar da Costa , de 79 anos, era aposentada e vivia em uma casa simples no bairro Vila Isabel, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Ela teve mais de R$ 5 milhões retirados de sua conta bancária pela quadrilha.
O caso tomou repercussão na noite de domingo (15), com a divulgação pelo Fantástico, da TV Globo, e confirmado pela reportagem do SBT Rio.
Levando uma vida humilde, Sônia possuía uma fortuna proveniente de 20 imóveis para alugar, além de um sítio em Portugal, sua terra Natal.
A vida de Sônia começou a mudar ao conhecer Danielle Esteves, uma inquilina que se tornou amiga para ganhar a confiança da aposentada. Com o tempo, Danielle com a ajuda de um advogado, identificado como José Pinto, Sônia passou a ser dopada com remédios e ela passou a administrar indiretamente os bens da idosa.
Depois, eles fizeram com que Sônia assinasse um documento transferindo o controle dos aluguéis para o escritório de José Pinto. A aposentada chegou a ser levada para o banco em uma cadeira de rodas, para duas mulheres fizessem saques financeiros da conta de Sônia. Uma dessas mulheres foi identificada como Andréia Cristina.
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Com a desconfiança de amigos quanto à mudança de comportamento, Sônia acabou levada pelos bandidos para Copacabana, onde passou a ser dopada constantemente. O escritório de José Pinto era quem fazia todas as cobranças dos aluguéis, com a desculpa que a mulher estava fora do Rio de Janeiro.
Sônia chegou a ficar desaparecida dos vizinhos por um período e acabou não resistindo às altas doses de medicamento do qual era submetida. Morreu e foi enterrada com o nome de outra pessoa, para que o grupo pudesse continuar a ter acesso às suas finanças.
Descoberta
O real destino de Sônia só foi descoberto depois que uma investigação da Polícia foi iniciada e, pelas características, seu corpo acabou sendo encontrado no Cemitério do Cajun, também no Rio de Janeiro, com o nome de outra pessoa. O cadáver foi exumado e foi identificado que a mulher, na verdade, era Sônia.
Segundo a reportagem do SBT Rio, José Pinto, Danielle e Andréia foram presos e vão responder por extorsão com resultado em morte. Danielle, a inquilina, conseguiu o benefício de responder o processo em liberdade.