Um idoso de 62 anos morreu após ser baleado na entrada de uma delegacia, nesta sexta-feira (21). Ele foi até a 5ª Delegacia Policial, no Centro do Rio de Janeiro, para registrar a perda da carteira de identidade.
O aposentado estava há dois dias sem o documento e quis registrar o boletim na delegacia para levar uma cópia e apresentá-la na hora da embarcar no aeroporto. O idoso estava de viagem marcada para São Paulo e recusou a proposta do filho de fazer a ocorrência pela internet.
Alguém, dentro da unidade prisional, gritou para ele não entrar. O aposentado não escutou e, assim que puxou a porta, foi baleado no peito. Ao todo, quatro pessoas foram baleadas O atirador é um ex-soldado da Polícia Militar do Rio Grande do Norte e foi preso após quebrar com a cabeça uma porta de vidro do Aeroporto Santos Dumont.
De acordo com o portal Extra, ele foi algemado, mas um dos PMs soltou suas mãos para que ele assinasse o boletim de ocorrência. Foi aí que o ex-policial tomou a arma e começou a atirar. Foram dos disparos contra o chefe de segurança da Infraero, que conteve o homem no aeroporto. O atirador acabou errando e atingiu outra pessoa que foi até a delegacia registrar uma ocorrência. O idoso foi baleado em seguida.
O ex-PM ainda tentou atingir o delegado que registrava a prisão, mas errou e acertou um policial civil. Depois, roubou uma moto para fugir, foi baleado na cabeça e hospitalizado em estado grave.
O advogado do ex-policial disse que ele “foi diagnosticado como esquizofrênico paranoide pelo departamento médico da Polícia Militar do Rio Grande do Norte”.
Em 2014, ele foi acusado de tentar matar a tiros a namorada da ex-mulher. Foi também denunciado por invasão a uma residência e, ao prestar depoimento em uma delegacia, fugiu e roubou dois carros.
“Acabou condenado a dez anos por tentativa de homicídio, e passou três anos internado numa instituição psiquiátrica”, completou o advogado.