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Polícia

Jovem acusado de aplicar golpes nas redes sociais é procurado pela polícia

Cerca de 30 pessoas foram vítimas de um acusado de estelionato que ofertava produtos eletrônicos de alto valor nas redes sociais. O criminoso recebia ...

O acusado Rafael Rodrigues Nunes

Última atualização

O acusado Rafael Rodrigues Nunes (Foto: Divulgação)

Cerca de 30 pessoas foram vítimas de um acusado de estelionato que ofertava produtos eletrônicos de alto valor nas redes sociais. O criminoso recebia os pagamentos e não entregava os produtos.

Uma das vítimas, um porteiro, chegou a perder R$ 8 mil e ainda foi ameaçado pelo homem quando exigiu devolução dos valores.

A Polícia Civil chegou a realizar uma operação para cumprir um mandado de prisão contra o acusado Rafael Rodrigues Nunes, de 29 anos, mas ele não se encontrava na residência e por isso é considerado foragido.

A delegada titular da Divisão Especializada em Repressão aos Crimes Contra o Patrimônio, Rhaiana Bremenkamp, contou que as investigações começaram após o porteiro, que era conhecido do acusado, caiu no golpe e perdeu todas as suas economias ao comprar aparelhos eletrônicos.

Quando a vítima passou a cobrá-lo, Rafael passou a intimidá-lo, ameaçando fazer com que o pedreiro perdesse o emprego. “Quando o porteiro foi reclamar sobre os produtos não recebidos, Rafael simulou diversos depósitos para simular que estava devolvendo o dinheiro, mas isso não aconteceu”, comentou a delegada.

Após o início das investigações, diversas vítimas passaram a denunciar o acusado, sendo que algumas começaram a ser ameaçadas pelo criminoso. Um grupo de pessoas, que foram vítimas de Rafael, criaram um perfil no Instagram para expor os crimes do acusado, além de grupos no WhatsApp.

A suspeita da polícia é de que Rafael esteja em outro Estado. Ele morava em uma casa no bairro Santa Lúcia, em Vitória. Ao dar cumprimento ao mandado de prisão preventiva, os policiais encontraram um carro em frente a casa do acusado, que consta como furtado por Rafael no Estado de São Paulo.

Para enganar as vítimas, o estelionatário fingia ter um irmão na Receita Federal. Ele dizia que comprava os produtos, todos eletrônicos, por um valor menor que o do mercado e por isso o vendia de forma barata. As vítimas não desconfiavam de nada. Rafael chegava a enviar vídeos com celulares para provar que era verídico.

As vítimas realizavam o pagamento, que era por depósito bancário, os produtos nunca foram enviados.

“Quando o preço está vantajoso demais, precisamos desconfiar. Tem que ter muita atenção. Pedir para o vendedor fazer um vídeo com os produtos e mostrando o rosto. Esperamos que divulgando o rosto dele e seus crimes, outras vítimas apareçam e ele seja preso”, disse Rhaiana Bremenkamp.

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