
Dois primos de Lucas estão se mobilizando para tentar esclarecer o caso. Eles contam que o jovem desaparecido vinha marcando encontros pelo Hornet, uma rede social destinada a homossexuais. Agostinho Pinho de Oliveira, o primo que registrou o caso na polícia, teve acesso às imagens das câmeras de segurança do prédio. O vídeo mostra duas pessoas entrando no apartamento de Lucas minutos após deixar o local.
“O Lucas saiu de casa a 1h02. A 1h35, dois homens abriram a porta do apartamento dele com chave, ficaram cerca de cinco minutos lá dentro e saíram levando uma televisão e um roteador. Um estava de capuz e outro parece que estava com uma peruca. Depois disso, o Lucas já não visualizou mais as mensagens no WhatsApp”, explicou o primo.
Quando o registro de ocorrência foi feito na 16ª DP, às 20h24 de segunda-feira (01), os parentes de Lucas ainda não tinham tido acesso às imagens de segurança mostrando a movimentação na residência do morador. Os dois homens que entram no apartamento de Lucas parecem saber da existência da câmera no corredor. Um deles chega de capuz e o outro cobre a cabeça com a camisa. Agora, os parentes de Lucas pretendem levar o material para a polícia investigar quem são os homens que entraram na casa.
“A gente foi até a casa dele depois de fazer o registro de ocorrência para pedir as imagens para a dona do prédio. Quando chegamos lá, encontramos a cama bagunçada e o guarda-roupa revirado”, afirmou Agostinho.
Morador de Rio das Pedras, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, o cearense vive na cidade há cerca de seis anos. Lucas nasceu em Monsenhor Tabosa e trabalhava como garçom em um hotel na Barra. Os parentes do Nordeste, a quem ele é mais ligado, deram falta dele. Segundo Valéria Chaves da Costa, uma prima que mora no Rio, quem entrou em contato, preocupada com o sumiço de Lucas, foi uma sobrinha do Ceará.
“Às 13h de segunda-feira, uma sobrinha dele me passou mensagem perguntando se eu sabia onde ele estava, já que desde a madrugada de domingo ele não visualizava o WhatsApp. Ela disse que estava ficando cada vez mais apreensiva, porque o Lucas nunca deixa de falar, estava o tempo inteiro em contato com o pessoal do Ceará. Foi então que a gente nós começamos a nos mobilizar”, disse Valéria, que foi à delegacia junto com Agostinho.
Valéria conversou com os vizinhos. Pelo que percebeu, Lucas era uma pessoa querida no local. “Ninguém tinha nada de ruim pra falar dele. Todo mundo já estava sabendo. Ele tinha cortado o cabelo no sábado, e, no salão, o pessoal estava comentando e lamentando” disse.
Em nota, a Polícia Civil informou que “as investigações estão em andamento na Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA)” e que “diligências estão em andamento para elucidar o fato”.
