Um crime frio e cruel e que foi cometido por um motivo banal chamou atenção de moradores do bairro Oriente, Cariacica. Ao se negar a comprar uma garrafa de refrigerante, um ajudante de pedreiro, de 24 anos, foi esfaqueado e acabou morrendo.
O caso aconteceu no início da noite de sexta-feira (1º), após a vítima, Lucas de Oliveira Patrício, 24 anos, ter se negado a comprar um litro de refrigerante que estava sendo vendido pelo assassino.
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“Como ele (Lucas) sabia que o dinheiro da venda seria para a compra de drogas, ele se negou. Só que, quando se negou e virou de costas, ele (o assassino), deu várias facadas nas costas dele”, contou a irmã da vítima, uma dona de casa de 22 anos, que não quis se identificar.
A versão contada pela família à reportagem de A Tribuna foi a mesma levantada pela Polícia Militar, que foi até o local do crime, após acionamento na noite de sexta-feira. A suspeita é de que o acusado do crime, tenha, de fato, se rebelado contra a resposta de Lucas e partido pra cima dele com uma faca.
Após o crime, o assassino fugiu e até a publicação desta matéria, não havia sido encontrado.
O jovem foi socorrido por moradores até um hospital particular da região e transferido, posteriormente, para o Hospital de Urgência e Emergência (HEUE), em Vitória. Lucas não resistiu aos ferimentos e acabou morrendo, no início da manhã deste sábado (2).
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Um jovem de 26 anos, coletor de materiais recicláveis, ajudou a pedir ajuda para a vítima dentro do hospital particular.
“Eu estava sentado próximo de uma escada quando vi um homem gritando e duas meninas desesperadas com ele. Entrei logo no hospital, na frente delas e falei que ele estava ferido e precisava de atendimento com urgência. Ele estava sangrando muito”, relatou o rapaz, que pediu para não ser identificado.
Para a família do ajudante de pedreiro, o que fica é o sentimento de injustiça. A mãe dele, uma dona de casa de 48 anos, que também não quis se identificar, clamou por justiça. “Ele precisa pagar pelo o que fez. Não precisa pagar com a vida, mas precisa pagar para a justiça e, por isso, eu quero que seja penalizado”, disse.