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Polícia

Jovens de classe média entram no crime atrás do dinheiro fácil

Atraídos pela falsa promessa de dinheiro fácil e acreditando na impunidade, por suas famílias terem recursos para pagarem advogados, jovens da classe ...

Promotor Sérgio Alves afirmou que pessoas de todas as classes sociais têm entrado para o mundo do crime

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Promotor Sérgio Alves afirmou que pessoas de todas as classes sociais têm entrado para o mundo do  crime (Foto: Antonio Cosme)

Atraídos pela falsa promessa de dinheiro fácil e acreditando na impunidade, por suas famílias terem recursos para pagarem advogados, jovens da classe média têm entrado para o mundo do crime. Em alguns casos, os bandidos conciliam estudos em faculdades particulares com a atividade criminosa.

Segundo o promotor de Justiça Sérgio Alves, a prática de crimes tem aumentado em todas as classes sociais e isso está relacionado ao desrespeito ao próximo.

Para justificar a análise, Alves ressaltou que há casos de médicos que foram presos por comprarem materiais reutilizados para realizarem procedimentos em pacientes e empresários envolvidos com atos de corrupção. “É ganância mesmo”, frisou ele.

Na noite de 21 de julho deste ano, uma universitária, de 20 anos, morreu ao ser atingida por um tiro, durante um assalto a uma casa de carnes, em Jacaraípe, na Serra.

Segundo a polícia, ela dava cobertura ao assalto quando foi morta por um policial militar, que é marido da dona do comércio, e reagiu ao assalto.

Contudo, uma fonte ligada à Segurança Pública explicou que, geralmente, o envolvimento desses criminosos é pelo tráfico de drogas.

“Eles têm certa resistência a crimes de grave violência, em que se aponta arma contra alguém. Eles falam que não são vagabundos, porque não roubam, mas criminoso é aquele que comete crime. O termo vem daí, e o tráfico é um crime. O preconceito faz com quem eles entendam que a pessoa está comprando a droga deles porque ela quer”, disse.

Já o especialista em segurança pública e privada Alexandre Domingos afirmou que é o fato de serem usuários de drogas que leva esses suspeitos a se aproximarem de traficantes e entrarem para o crime, movidos pela adrenalina.

“Ele pode ver que dá lucro e tem a certeza da impunidade, porque a lei é branda, a polícia não tem efetivo e a família dele tem dinheiro para pagar advogado. Essa pessoa se sente atraída pelo dinheiro, mas o que mais agita essa juventude de classe média é a adrenalina do crime”, analisou o especialista.

Leia a reportagem especial completa no Jornal A Tribuna desta segunda-feira (30).

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