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Polícia

Justiça acaba com processos contra associações de militares na greve da PM

Durante a greve, policiais militares e familiares permaneceram na frente dos batalhões impedindo saída e entrada de viaturas. Foto: Rodrigo Gavini ...

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Greve da PM Durante a greve, policiais militares e familiares permaneceram na frente dos batalhões impedindo saída e entrada de viaturas. Foto: Rodrigo Gavini

Nove meses após o fim da greve da Polícia Militar (PM) no Estado, cinco associações de militares foram perdoadas pela paralisação que durou 21 dias e teve como consequência mortes e terror. As ações das associações durante o movimento não são mais consideradas ilegais.

O martelo foi batido pelo desembargador Pedro Valls Feu Rosa, que assinou o pedido de desistência do chamado “Dissídio Coletivo de Greve” justificado numa “perda de objeto” do processo de dois volumes, “extinguindo o feito”.

Tudo começou à época da greve, quando o Palácio Anchieta pediu e o Tribunal de Justiça considerou o movimento grevista como ilegal, fixando uma multa diária de R$ 100 mil às associações.

A decisão foi do desembargador Robson Luiz Albanez, ao lembrar que a greve “instalou o caos social na Região Metropolitana”.

Desde então, enquanto o processo tramitava, ocorreram cinco encontros entre membros do Palácio Anchieta, do Núcleo Permanente de Incentivo à Autocomposição (NUPA) do Ministério Público e da Associação de Cabos e Soldados, dos Subtenentes e Sargentos, dos Oficiais, dos Bombeiros Militares e dos Militares da Reserva, Reformados, da Ativa.

Todas as reuniões aconteceram na sede do Ministério Público Estadual, na Enseada do Suá, em Vitória. Lá, no dia 11 de julho, todos os envolvidos concordaram com o pedido de extinção da ação declaratória de ilegalidade, inclusive o governo, que é representado por três procuradores no processo.

O desembargador Pedro Valls Feu Rosa decidiu por acatar o acordado no dia 14 de novembro e só agora o desenrolar veio à tona.

Para o presidente da Associação dos Oficiais Estaduais do Espírito Santo, tenente-coronel Rogério Fernandes Lima, a decisão “confirma que as entidades de classe não organizaram, incitaram ou incentivaram qualquer movimento grevista”.

“Ao contrário, as associações trabalharam para mediar o conflito. Essa decisão faz justiça a atuação dos representantes dos policiais militares”, salientou Rogério.

Nos 21 dias sem a PM nas ruas, o comércio deixou de ganhar R$ 2,4 bilhões. Mais de 3 mil multas de trânsito foram aplicadas, e 127 roubos e 106 furtos foram registrados.

A reportagem completa você lê na edição desta segunda-feira (4) do jornal A Tribuna.

Reportagem: Lucas Rezende

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