Os corpos do casal Marinelva Venturim de Paula, 62 anos, e do marido dela, o estilista iraniano D’ali Atash, 68, serão cremados e suas cinzas serão jogadas no sítio onde eles viviam, em Santa Leopoldina, Região Serrana do Estado.
A Justiça autorizou na tarde desta terça-feira (20) que o corpo da advogada seja cremado. A decisão sobre a cremação do corpo do estilista é aguardada para esta quarta-feira (21).

Os corpos dos dois foram levados para o Departamento Médico Legal, em Vitória, onde ficaram aguardando uma autorização da Justiça para serem cremados, uma vez que os dois foram vítimas de um crime.
Em entrevista ao Jornal A Tribuna, Liliana Venturim, socorrista e filha de Marinelva que mora em Portugal, afirmou que padrasto, que era muçulmano, havia relato em vida que queria ser enterrado com a esposa em um cemitério dentro da propriedade da família. E mais: que o corpo dos dois seriam enterrados juntos, como um casal, envoltos em um lençol branco, seguindo ritual de sua religião.
A mãe por sua vez, que não era mulçumana mas “dizia se considerar uma”, teria dito à filha e à prima que queria de ser cremada.
“O desejo da mamãe era que ela fosse cremada, então a gente pediu ao juiz autorização para que isso acontecesse. Já o desejo da família do meu padrasto era que eles fiquem juntos, ele e a minha mãe”, disse Camilla.
De acordo com a professora e filha da advogada, Camilla Carmen Venturim de Paula, 39 anos, a família do estilista concordou com a cremação. As cinzas do casal serão espalhadas pelo sítio, o que seria desejo mútuo deles.
“Pedimos autorização para a família dele, que concordou. Então não vai ter ritual muçulmano, vamos seguir o desejo da minha mãe e dele, que é cremar e deixar os dois juntos no sítio”, explicou Camilla.