A Justiça decidiu converter a prisão domiciliar de João Teixeira de Faria, conhecido como João de Deus, para o regime fechado após denúncia do Ministério Público de Goiás, que o acusa de cometer o crime de estupro de vulnerável contra oito mulheres. O mandado de prisão foi cumprido nesta quinta-feira (26).
A denúncia, oferecida pela Promotoria de Justiça de Abadiânia, cita 44 vítimas, mas, como a maioria dos crimes está prescrito, as mulheres aparecem como testemunhas. Todos os casos aconteceram na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia, segundo o Ministério Público.

Também participaram da investigação os promotores Paulo Eduardo Penna Prado, Gabriella de Queiroz Clementino e Renata Caroliny Ribeiro e Silva. Segundo eles, os crimes de João de Deus aconteceram entre 1986 e 2017 contra mulheres do Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Maranhão, Goiás, Santa Catarina, Mato Grosso e Espírito Santo.
João de Deus foi preso em dezembro de 2018 e estava em prisão domiciliar em Anápolis (GO), desde março do passado, em razão da pandemia do coronavírus -o médium, de 79 anos, tem comorbidades e está dentro do grupo de risco.
A reportagem procurou a defesa de João de Deus, mas ainda aguardava retorno na tarde desta quinta.