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Polícia

Justiça nega pedido para soltar pastor

A Justiça negou o pedido da defesa do pastor Georgeval Alves Gonçalves para que ele fosse solto. O religioso está preso temporariamente no Centro de ...

Última atualização

 (Foto: Divulgação)A Justiça negou o pedido da defesa do pastor Georgeval Alves Gonçalves para que ele fosse solto. O religioso está preso temporariamente no Centro de Detenção Provisória de Viana II, sob a alegação de atrapalhar as investigações das mortes do seu enteado Kauã, 6, e seu filho Joaquim, 3, que foram carbonizados em um incêndio na casa onde moravam no último dia 21 de abril, em Linhares, no Norte do Estado.

A decisão de negar o pedido de habeas corpus ocorreu na última sexta-feira, antes do período do plantão de fim de semana. Coube ao desembargador substituto Júlio César Costa, que responde pela desembargadora Elizabeth Lordes, negar a solicitação feita pela junta de advogados que representa o religioso.

O teor da decisão não foi divulgado pelo Tribunal de Justiça do Estado, uma vez que caso corre em segredo de Justiça.

Na junta de advogados que está atuando na defesa do pastor George Alves e de sua mulher, Juliana Salles, constam os nomes de Taycê Aksacki, Hebert Gonçalves e Rodrigo Duarte.
Aksacki explicou que foram protocolados quatro requerimentos de diligências dentro do inquérito, entre eles o pedido de nova perícia na casa dos seus clientes, e que desconhece a informação de que a Justiça tenha negado pedido de soltura do pastor George.

Desde o dia do incêndio, cinco etapas da perícia foram realizadas na casa. Os dois primeiros trabalhos foram feitos pelo Corpo de Bombeiros e pela perícia técnica que, inicialmente, tratavam o fato como suspeita de pane elétrica.

A terceira etapa da perícia, feita no dia 27 de abril, contou com a aplicação do “Blue Star”, substância que identifica a presença de sangue, assim como o “Luminol”. Mais exames foram realizados no dia 30 e alguns materiais recolhidos. Na última etapa realizada na casa, o ar-condicionado foi levado pelos bombeiros.

O carro que o pastor utilizou no dia do incêndio também passou por uma perícia com a substância “Blue Star” e foi devolvido ao dono, um dos membros da Igreja Batista Vida e Paz.

Na última sexta-feira, os três advogados estiveram na sede da 16ª Delegacia Regional de Linhares para analisar as informações contidas nos autos do inquérito e protocolar os pedidos.
Taycê Aksacki reiterou que, até o momento, não há evidências concretas da autoria de crime por parte do pastor que justifiquem a prisão.

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