
Dessa forma, seguem presos preventivamente o policial e marido da médica, Hilário Frasson, o pai dele, Esperidião Frasson, Dionathas Alves Vieira, Valcir da Silva Dias, Hermenegildo Palauro Filho e Bruno Rodrigues Broetto.
Para o advogado da família de Milena e assistente de acusação, Renan Sales, a decisão foi acertada, já que os réus preenchem os requisitos para a prisão preventiva. Sales lembra que nos autos há índicios de que Hilário ameaçou Dhionatas e Bruno, além de tentar destruir provas e ameaçar testemunhas.
Ele acredita que os réus serão mandados a júri popular. “Me baseando nos autos, no andamento do processo e pelas provas produzidas, entendo que o juiz vai decidir pela pronúncia dos seis acusados e essa decisão deve ser nas próximas semanas”, afirmou.
O advogado David Passos, que defende Hermenegildo, disse que não há fundamento legal pra manter o seu cliente preso. A reportagem não conseguiu contato com as defesas de Hilário e Esperidião. Já as defesas de Bruno, Dhionatas e Valcir não enviaram resposta até o fechamento da reportagem.
Consórcio para assassinato
A médica Milena Gottardi, 38, foi baleada no estacionamento do Hospital das Clínicas, em Vitória, na noite de 14 de setembro do ano passado e morreu no dia seguinte.
Segundo a polícia, um “consórcio” foi feito para executar Milena. O policial civil e ex-marido da vítima, Hilário Frasson, e o pai dele Esperidião Frasson, são apontados pela polícia como mandantes.
Hermenegildo Palauro Filho e Valcir da Silva Dias, foram os intermediários. Já Dhionatas Alves Vieira o responsável por atirar e o primo dele, Bruno Rodrigues Broetto, conseguiu a moto usada no crime.