A Justiça terminou a fase de oitiva das testemunhas de acusação do assassinato da médica Milena Gottardi. Os dois últimos depoimentos dessa fase foram tomados hoje, no Fórum da cidade de Fundão, quando foram ouvidos o dono do sítio, onde a moto usada no crime foi escondida, e o caseiro do local.
A médica foi baleada no estacionamento do Hospital das Clínicas, em Vitória, quando deixava a unidade e seguia para o carro acompanhada de uma amiga. Ela foi socorrida a um hospital particular, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte.
Em mais uma audiência para ouvir testemunhas de acusação na tentativa de colher provas para o caso, a Justiça ouviu o dono do sítio, onde a moto que teria sido usada por Dionathas Alves Vieira para chegar ao local de trabalho da médica e fugir, após atirar na vítima, foi escondida e o caseiro do imóvel.
O advogado de Dionathas, Leonardo da Rocha, destacou que os depoimentos das testemunhas confirmaram o que o réu já vinha falando desde o início do processo sobre a participação dele e de Valcir Dias da Silva para esconder a moto e ressaltando que o outro cliente do advogado, Bruno Broetto, não sabia do crime.
“Mais dois depoimentos que trouxeram a conclusão de que não pode comprovar a participação direta ou indireta dele no crime”, disse o advogado.
Além das duas testemunhas de acusação, foram ouvidas sete testemunhas de defesa dos réus – exceto de Bruno e Dionathas que não destacaram pessoas para deporem em suas defesas.
A próxima audiência do caso está marcada para o dia 27 de abril, no Fórum Muniz Freire, no centro de Vitória, quando serão ouvidos o policial civil Hilário Frasson e o pai dele, Esperidião Frasson – acusados de serem os mandantes do crime -, Valcir e Hemernegildo Paularo, apontados como intermediários do crime. Bruno e Dionathas já foram ouvidos pela Justiça.
