Em uma ação classificada como ousada pela polícia, criminosos estão roubando celulares e ainda fazem ameaças de morte às vítimas, pelo telefone, para que os aparelhos sejam desbloqueados. Em um mês, foram feitas cinco denúncias.
À frente das investigações, o titular da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), delegado Brenno Andrade de Souza Silva, explicou que tudo começa quando o telefone da vítima é furtado ou roubado.
Dias depois, a pessoa recebe uma mensagem no WhatsApp ou um torpedo dizendo que o celular foi recuperado e que ela precisa clicar em um link que os criminosos passam.
“O álibi que eles usam é que, ao clicar no link, será mostrada a localização ou eles pedem para a vítima inserir dados para que seja mostrada a localização do celular. E, quando ela (vítima) clica e coloca aos dados da conta do usuário, eles desbloqueiam o aparelho, tendo acesso aos arquivos. Eles também conseguem fazer com que o celular possa ser formatado.”
Brenno Andrade disse que os casos denunciados são de iPhones. “Se o criminoso rouba um telefone bloqueado e não tem a senha, o máximo que ele pode fazer é vender as peças. Mas vender o celular, ele não consegue. Então, ele precisa que a pessoa insira o login (usuário) e senha para que consiga desbloquear o aparelho.”
Para conseguir os dados, os criminosos se passam por funcionários da Apple, o que, segundo o delegado, é uma farsa, já que a fabricante não adota essa postura.

Questionado sobre como os criminosos conseguem os contatos das vítimas para mandar as mensagens, o delegado disse que, “quando o telefone é colocado no modo perdido, a pessoa pode colocar um número para quem achar entrar em contato”.
Mas o delegado não descarta o envolvimento de funcionários de empresas de manutenção, oficinas ou lojas clandestinas, uma vez que o criminoso comum geralmente não tem esse conhecimento técnico.
Ele ainda deixou um alerta: “As vítimas não devem ceder às ameaças. Procure a polícia para fazer a ocorrência, pois esses criminosos serão identificados e punidos. Não existe crime perfeito”.
Veja no Jornal A Tribuna desta quarta-feira (20) a reportagem completa sobre este tema.
