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CRIME

Ladrões invadem casa de policial penal e agridem adolescente durante roubo

Adolescente foi rendido por bandidos ao chegar em casa

Ladrões invadem casa de policial penal e agridem adolescente durante roubo
- Delegacia da Serra onde caso foi registrado

Última atualização

A família de um adolescente de 17 anos passou por momentos de muita tensão,  ao ter a casa invadida por três bandidos no Residencial Centro da Serra, na Serra. Além de roubar cerca de R$30 mil em objetos, os ladrões ainda fizeram o rapaz de refém, trancando o menino em um dos quartos da residência.

A ação dos criminosos aconteceu na tarde da última quarta-feira (15), após o menino chegar da escola. A madrasta, de 30 anos, o pai, 40, ambos policiais penais, e a irmãzinha, de apenas um ano, não estavam na residência no momento da invasão. 

Segundo a madrasta do adolescente, o menino chegou em casa por volta de 12h40 quando viu um vulto. Acreditando que poderia ser algum familiar, ele não se importou e seguiu para a parte de trás da casa, onde a família usa como acesso para entrar na residência. 

“E quando ele chegou lá atrás, um dos bandidos  colocou a arma  na cara dele e exigiu que ele deitasse  no chão. Ele deitou e perguntaram qual era  a profissão do pai, ele disse que era taxista e depois perguntaram quem morava na casa”, contou a policial penal.

Depois, os ladrões obrigaram a vítima a entrar dentro de casa e exigiram que ele apontasse os bens de valor que existiam no local. Em seguida, ao chegar no quarto do menino, os bandidos começaram a roubar pertences pessoais, como cordão, fone e mochila.

Além de arrastar a vítima por todos os cômodos da casa, os criminosos o mantiveram refém sob uma arma na cabeça no quarto onde o menino dorme e, no local, roubaram equipamentos eletrônicos, causando prejuízo de cerca de R$ 30 mil. 

Com os objetos roubados colocados dentro de um carro usado pelos ladrões para chegar no local, os criminosos então trancaram a casa com o adolescente dentro e fugiram. 

Os dois suspeitos foi localizado, na manhã de quinta-feira (16) em Jardim Tropical, no mesmo município.  O carro também foi localizado junto de alguns pertences. Eles foram levados para a 3ª Delegacia Regional da Serra.

 













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Entrevista: “O que fica é muito medo”, diz  madrasta do adolescente


A Tribuna- Como aconteceu tudo?

Madrasta do adolescente – Meu marido estava trabalhando, meu enteado de 17 anos estava na escola  e eu estava em casa com minha filha de 1 ano. Precisei sair por volta de 12h para uma consulta. Nesse período que eu estava distante, os bandidos chegaram na minha casa.  Eu saí e eles entraram. 

Como soube disso, alguma câmera registrou?

Os moradores me contaram, depois do ocorrido, que viram um carro e que dentro dele havia três criminosos. A história se resume em: eu sair com minha filha e minutos depois eles invadirem minha casa.

E seu enteado?

Ele estava na escola. Ele contou que chegou em casa por volta de 12h40 e que viu um vulto. Quando ele  foi entrar pela parte de trás de casa um dos bandidos colocou a arma  na cara dele e exigiu que ele deitasse  no chão. Ele deitou e perguntaram qual era  a profissão do pai, ele disse que era taxista e depois perguntaram quem morava na casa. 

E o que fizeram depois?

Levaram ele para dentro de casa e perguntaram onde tinha as coisas de valor. Ele disse que não sabia e daí o levaram para dentro do quarto dele, pegaram o celular dele, o notebook, o contrabaixo, fone, relógio, cordão de ouro e mandaram ele desbloquear o celular. Quando meu enteado desbloqueou eles viram uma foto do meu marido fardado e começaram a gritar com meu enteado dizendo que ele havia mentido.  Colocaram a arma na cabeça dele de novo e ficaram perguntando a sobre a arma do meu marido.

Eles agrediram ele?

Começaram a arrastar ele pela casa, gritando, empurrando. Eles entraram dentro do meu quarto, bagunçaram  e levaram meu Macbook, ipad, fone, carteira com documentos, cartão, minha mochila com mais de R$9 mil joias. Levaram minha televisão da sala. 

Qual foi o prejuízo?

Foi uns R$ 30 mil de prejuízo. Depois que eles pegaram tudo que queriam e colocaram dentro do carro que eles usaram para chegar até lá, eles pegaram meu enteado e colocaram ele no quarto, trancaram a casa com ele dentro  e foram embora. 

Como seu enteado conseguiu pedir ajuda?

Ele esperou os bandidos irem embora, pulou a janela do quarto e foi até nosso portão e conseguiu sair. Foi na casa da vizinha pedir socorro. Lá, ele desmaiou por conta do nervosismo. Essa vizinha me ligou. Quando ele me ligou eu fiquei mais preocupada com ele. Tive uma crise de ansiedade. 

Como está o seu enteado?

Ele está sendo forte, mas ele está bem assustado. Está na casa da mãe dele para passar esse primeiro impacto. A gente só quer justiça a partir de agora. Claro que se recuperarmos nossas coisas seria muito bom, mas se conseguirmos prender os outros dois, vamos nos sentir mais aliviados.

O que fica a partir de agora?

O que fica é medo porque invadiram nossa casa. É como se tivessem me violado. Parece que foi na minha carne. Quando cheguei em casa, a cena era  de muito horror. 

Ladrão deu as joias de vítima para esposa como forma de presente 

Ao ser abordado por militares durante uma  abordagem que culminou com sua prisão, um dos acusados de invadir a casa da família e de fazer um adolescente de 17 anos, refém, disse que usou as joias roubadas  na casa do casal de policial penal, para dar de presente para a mulher. Além disso, no momento em que foi preso, o suspeito usava  um dos relógios levados na casa e que era do policial. 

“Ele usava o relógio do meu marido e deu de presente às minhas joias, que eu usei no meu casamento para a mulher dele. Um absurdo isso”, disse a policial, de 30 anos, que pediu para não  ser identificada. 

Ela contou que dentro do carro, a polícia localizou alguns outros objetos levados durante o crime. “Com o apoio da polícia, guarda, amigos mesmo, a gente conseguiu encontrar o carro e dentro dele estava a mochila, o relógio do meu marido, o coldre da arma dele, que eles também tinham levado e alguns outros objetos”, relata.

Agora, a única coisa que a família deseja é que os outros suspeitos sejam presos. “ As coisas a gente conquista com muita luta, então, o que queremos é justiça e que esses outros dois sejam presos”, disse.

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