
O laudo da Polícia Civil sobre as causas do desabamento da área de lazer do Grand Parc Residencial Resort não vão sair antes de novembro. A afirmação é do superintendente de polícia técnico-científica, Danilo Bahiense, em entrevista coletiva realizada na tarde desta terça-feira (2).
“O lado vai demorar, no mínimo, 90 dias. Antes disso não tem condições, porque é um trabalho complexo. Existem muitos documentos que os peritos precisam analisar antes de liberar o laudo conclusivo”, afirmou Bahiense.
A área de lazer do condomínio desabou no dia 19 de julho, matando uma pessoa e deixando quatro feridos. A vítima fatal foi o porteiro Dejair das Neves, 47 anos. Com o desabamento, as três torres de apartamentos foram interditadas, deixando mais de 160 famílias sem casa.
Hospedados em hotéis ou casas de familiares desde o desabamento, os moradores negociam para que a incorporadora Cyrela providencie apartamentos provisórios. A proposta foi apresentada em uma rodada de reuniões na semana passada.
Segundo o presidente do Comitê de Gestão de Crise do Condomínio, José Gama de Christo, a questão da moradia é uma prioridade. “Estamos instalados em hotéis, o que é uma condição muito provisória. Ficar dois ou três dias é uma coisa, mas ficar de forma indeterminada é bem diferente. Queremos algo para que essa estadia seja menos provisória possível.”