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Polícia

Mãe de Milena Gottardi sai da sala para não olhar acusados do assassinato

Após quatro anos de um crime que comoveu os capixabas, os acusados pelo assassinato da médica Milena Gottardi começaram a ser julgados no início da ...

Douglas e Zilca Gottardi, irmão e mãe de Milena, estiveram no fórum onde acusados estão sendo julgados

Última atualização

Após quatro anos de um crime que comoveu os capixabas, os acusados pelo assassinato da médica Milena Gottardi começaram a ser julgados no início da manhã desta segunda-feira (23).

Estão sendo julgados o ex-marido de Milena, Hilário Antônio Fiorot Frasson; o ex-sogro, Esperidião Carlos Frasson – apontados como mandantes – ; além de Valcir da Silva Dias, Hermenegildo Palauro Filho, Dionathas Alves Vieira e Bruno Rodrigues Broetto.

A aposentada Zilca Maria Gottardi, mãe da vítima, optou por não ficar na sala do júri. “Não quero olhar na cara dos assassinos, de quem teve coragem de fazer isso com minha filha, não tenho condições e nem idade para mais sofrimento”, afirmou Zilca.

Douglas e Zilca Gottardi, irmão e mãe de Milena, estiveram no fórum onde acusados estão sendo julgados (Foto: Leone Iglesias/ AT)

Assim que chegou ao local, falou sobre a expectativa de condenação dos acusados pela morte da filha.

“Meu coração está muito agitado, muito nervoso, mas mesmo assim com todo nervoso, toda luta, eu tenho fé. Tenho certeza que ela (Milena) vai estar conosco, nos acompanhando e nós vamos, sim, ter a vitória”, disse se referindo à condenação dos acusados.

O júri popular, que vai decidir o futuro dos seis réus, teve início às 10h15 desta segunda (23), no Fórum Criminal José Mathias de Almeida Netto, centro de Vitória.

Segundo o Ministério Público do Espírito Santo (MPES), 38 pessoas serão ouvidas no decorrer da semana, sendo 19 delas arroladas pela acusação e 19 pela defesa do réu.

Presidido pelo Juiz Marcos Pereira Sanches, da 1ª Vara Criminal de Vitória, a audiência começou com a apresentação dos seis réus.

Um deles, acusado de ter atirado em Milena, Dionathas Alves Vieira, ao se sentar do lado de Bruno Rodrigues Broetto (responsável pela moto usada no crime), permaneceu de cabeça baixa, além de chorar bastante.

Milena Tonini Gottardi foi morta a tiros na noite de 14 de setembro de 2017, no estacionamento do Hospital das Clínicas, em Vitória.

Uma das testemunhas ouvidas nesta segunda (23) foi Fernanda Coutinho, coordenadora da escola onde as filhas da vítima estudavam. Após a separação, ela disse que o acusado passou a buscar as crianças armado e que chegou a ver Milena com hematomas no braço dias antes de sua morte, que seriam frutos de agressões do acusado, mas que estavam disfarçados com maquiagem.

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